O candidato a deputado federal pelo PC do B Protógenes Queiroz esteve sábado em Bauru, para divulgar sua campanha. O lema é “Com Justiça, sem Corrupção”. Na sexta-feira, ele ministrou palestra sobre o tema na Faculdade Anhanguera, na cidade. Durante sua campanha, Protógenes afirmou ter visitado mais de 300 municípios do Estado de São Paulo.
Conhecido por coordenar operações no combate à corrupção, Protógenes instaurou inquéritos que levaram à cadeia o contrabandista Law King Chong e o ex-prefeito Paulo Maluf. Em 2008, comandou a Operação Satiagraha, que desmantelou um grande esquema da lavagem de dinheiro e resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas.
O foco de suas propostas está voltado para a criação de leis que garantam punição mais rigorosa para os crimes de corrupção. “Tenho uma proposta de criar uma lei que puna com maior gravidade a quem corrompe e, principalmente, quem desvia dinheiro público. A lei atual é severa em determinados crimes, mas a Justiça ainda é lenta, o que reforça a impunidade”, frisa Protógenes.
Ele comenta que os instrumentos que auxiliam no processo de investigação, como escutas telefônicas, ainda são ineficazes em termos de combate à corrupção e a agilidade na Justiça poderiam tornar mais eficiente esse combate. “As ferramentas, como a interceptações telefônicas, nos permitem investigar. Mas para recuperar o dinheiro público desviado e punir os responsáveis, ainda há necessidade de que a Justiça seja mais ágil”, disse. “Essas pessoas poderosas que desviam recursos públicos são os verdadeiros criminosos que causam vítimas do sistema”, opina o candidato.
Protógenes defende também o reconhecimento da polícia como instituição de Estado. “Defendo reforma dos órgãos de segurança pública, a instituição policial é uma delas. Hoje, a polícia não é uma instituição de Estado, e sim de governo”, salienta. “O sistema de segurança pública está fragilizado e exerce uma repressão violenta sobre as comunidades mais pobres. A polícia precisa ser independente”, acrescenta.
O candidato do PC do B também criticou o sistema de proteção à jovens infratores. “O Estado não cumpre o papel de proteger esses jovens adolescentes e, quando não há proteção, a resposta é um desvio de comportamento”, ressalta Protógenes. Para ele, isso comprova a ausência do Estado na educação. “Sem educação há corrupção, que resulta na violência”, aponta.