Depois de cinco meses de mobilização, a greve deflagrada pelos servidores administrativos da Subdelegacia do Ministério do Trabalho foi suspensa. Em Bauru as atividades foram retomadas ontem, segundo informações da diretora do Sindicato dos Servidores Federais no Estado de São Paulo (Sindsef-SP), Vera Lúcia Garcia.
A greve foi usada como instrumento de pressão para que a União implementasse plano de carreira para os trabalhadores administrativos. A reivindicação da categoria visa igualar as condições oferecidas a outros servidores federais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que já desfrutam de plano de carreira com salários diferenciados, como no caso dos fiscais do órgão.
Segundo Vera, com a suspensão do movimento todos os atendimentos prestados ao público voltaram a ser feitos normalmente. Em meados do movimento grevista, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia ordenado que fossem retomados os serviços de emissão de carteira de trabalho e liberação de seguro-desemprego. Agora, o registro de protocolos e homologações trabalhistas também voltaram a ser realizados.
“Nós obtivemos duas grandes vitórias, que foram o fato da greve ter sido considerada legal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e que os pontos dos grevistas não fossem cortados. Mas como ainda existem alguns julgamentos a serem feitos no STF, consideramos a greve apenas suspensa, ou seja, podemos retomá-la a qualquer momento. No momento os servidores estão se organizando para colocar em dia os trabalhos que ficaram paralisados”, diz Vera Lúcia.
Segundo ela, o plano de carreira solicitado pela categoria já foi elaborado, mas ainda falta ser aprovado pelo governo federal. “Foi criado um Comando Nacional de Mobilização que vai continuar lutando junto aos órgãos competentes para a aprovação do plano de carreira”, acrescenta a diretora do Sindsef.