08 de julho de 2026
Regional

Greve para 70% dos bancos na região

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A greve nacional dos bancários iniciada ontem fechou 70% das agências de Bauru e da região. Das 79, pelo menos 56 aderiram ao primeiro dia de paralisação e 23 permaneceram abertas, segundo o Sindicado dos Bancários de Bauru com base de 2.600 trabalhadores.

As reivindicações têm índices diferenciados conforme as bases dos sindicatos. O Sindicato dos Bancários de Bauru ligado ao Conlutas pede aumento de 24% para toda a categoria e reposição integral das perdas salariais, já o Sindicato dos Bancários ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) reivindica índice menor: 11% de aumento salarial.

Em Agudos, segundo o sindicado, ontem fecharam as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Em campanha salarial, os bancários decidiram ir à greve em assembleias que rejeitaram a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 4,29%, que somente repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto. Eles têm data-base em 1 de setembro

Em Avaré, com exceção do Bradesco, todas as agências dos demais bancos fecharam – BB, CEF, Itaú, Santander e HSBC.

Em Fartura fechou a agência da CEF. Em Lençóis Paulista, com exceção do Bradesco, todas as agências dos demais bancos fecharam – BB, CEF, Itaú, Santander e HSBC.

Em Piratininga, a única agência bancária do município permaneceu fechada. Em Santa Cruz do Rio Pardo, com exceção do Bradesco, todas as agências dos demais bancos estão fechadas – BB, CEF, Itaú, Santander e HSBC.

A greve, por tempo indeterminado, atinge 26 Estados e o Distrito Federal e todos os bancos, públicos e privados.

Em carta aberta aos clientes, os bancários explicam os motivos por que estão em greve, buscando o apoio da sociedade ao movimento. “Para atingir lucros absurdos, os bancos massacram os bancários. Nos obrigam a vender produtos aos clientes, mesmo que eles não precisem. Exigem metas cada vez maiores, impossíveis de serem cumpridas. Por causa do assédio moral e da pressão insuportável, os bancários estão adoecendo cada vez mais. Mas os banqueiros não querem discutir medidas para preservar a saúde dos trabalhadores”, destaca a carta.

A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) informa que vai adotar medidas legais contra piquetes para garantir o acesso e atendimento da população nas agências e postos bancários.

Em nota, a federação dos banqueiros afirma que não se pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicados e acusa as entidades sindicais de adotarem a tática de interromper o diálogo, durante as rodadas de negociação, para deflagrar a greve.