09 de julho de 2026
Regional

Prefeito de Piratininga reclama do gerente regional da CDHU

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga – O prefeito de Piratininga, Odail Falqueiro (PTB), qualificou de “falta de ética” o anúncio feito pelo gerente regional da Companhia de Desenvolvimento da Habitação e Urbano (CDHU), Carlos Roberto Ladeira, da licitação que vai escolher a empresa que vai construir as 147 casas em Piratininga (13 quilômetros de Bauru) sem avisar a prefeitura. O investimento é de R$ 10 milhões na construção das moradias e mais R$ 4 milhões nas obras de infraestrutura.

Falqueiro procurou ontem o JC para dizer que a licitação ainda não foi aberta, porque falta a prefeitura aprovar o projeto do conjunto habitacional. “E isso está sendo feito agora, portanto não é possível fazer a licitação a partir de segunda-feira como foi anunciado pelo gerente regional”, declara o prefeito.

O projeto é de 71 moradias de dois dormitórios, 73 com três dormitórios e, três para portadores de deficiência.

O prefeito afirma que há 30 dias vem conversando com a CDHU para a construção do novo conjunto. Ele reclama também de aparecer o assessor do deputado Pedro Tobias (PSDB), Sandro Bola, e candidato a prefeito derrotado na última eleição em Piratininga, numa foto em que Ladeira anuncia a antecipação da licitação para construção das casas populares.

Ladeira divulgou na sexta-feira passada que a empresa decidiu acelerar os trâmites com a abertura da licitação a partir da última segunda-feira para ganhar tempo, porque ainda depende das outras etapas como licença ambiental e regularização da área.

Em reunião na quinta-feira, em São Paulo, o presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, teria atendido a pedido do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) para acelerar o processo para a construção das moradias devido a falta de moradias na cidade, de acordo com Ladeira.

O anúncio criou aumento da procura por inscrições na prefeitura e até telefonemas de empesas para saber sobre o edital da licitação, de acordo com o prefeito.

“A documentação chegou por Sedex na terça-feira e pretendo encaminhar na próxima semana para o Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (GraproHab) e Secretaria da Habitação em São Paulo. A atitude do gerente regional foi no mínimo antiética”, disse o prefeito, que pretende procurar Krähenbühl para esclarecer o problema.