Muitos deles sofrem uma constante competição entre os colegas de trabalho. Mas hoje, Dia do Vendedor, o momento é de destacar o trabalho desses profissionais que, em muitos casos acabam estabelecendo uma relação de amizade com seus clientes.
Para Mário Sérgio Cappelozza, analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para ser um bom vendedor não é necessário nascer com um dom, mas ter boa comunicação e saber negociar.
Um exemplo é a vendedora Camila Perezin, 26 anos, que há oito anos trabalha no ramo e há três está em uma loja especializada em confecção de lingeries. Sempre sorridente e comunicativa, ela conta que já fez muitas amizades com seus clientes em consequência da negociação das vendas.
“No ramo em que eu trabalho nós acabamos estabelecendo uma relação de intimidade com os clientes, além da amizade. Para vender lingerie nós acabamos entrando de alguma forma na intimidade do cliente”, conta.
Aos 18 anos, quando terminou o ensino médio, Camila fez um curso de massoterapia, mas descobriu que não era essa a profissão que queria seguir.
“Eu fiz um curso de massoterapia, mas logo comecei a trabalhar em uma loja de roupas. Lá eu fiquei cinco anos e conquistei muitas clientes, que depois acabei trazendo para esta loja. Quando você conquista o cliente, ele só vem à loja para comprar com você. Isso é muito gratificante”, acrescenta.
A vendedora, que hoje também é responsável pela loja onde trabalha, ressalta que o mercado de roupas íntimas está cada vez mais aquecido.
“Tanto as mulheres quanto os homens se preocupam com a roupa íntima assim como com a roupa normal. Nesse tipo de venda a intimidade acaba se tornando natural. Existem homens que sempre compram roupas íntimas masculinas com a gente e nós sabemos até a numeração adequada para eles”, afirmou.
Outro exemplo de que para ser vendedor não é necessário nascer com o dom para a carreira é o da consultora de vendas Luiza Gilioti de Oliveira, 50 anos, que há 26 anos é vendedora de uma marca conceituada de cosméticos. Ela conta que nunca pensou em ser vendedora, e que decidiu partir para o ramo em um momento de crise financeira.
“Uma amiga chegou para me vender um óleo para o corpo, mas eu não podia comprar. Então, ela me perguntou se eu não gostaria de vender esse tipo de produto com ela e decidi aceitar o convite”.
O negócio foi melhorando e, com o retorno financeiro de seu trabalho, Luiza criou dois filhos: Gabriel, 27 anos, e Jaline, 29 anos. “Foi com o dinheiro da venda desses produtos que eu criei meus filhos e paguei até a faculdade da minha filha. Hoje eu tenho mais de 300 clientes em diversas empresas de Bauru”, concluiu com um sorriso no rosto.
‘Todos somos vendedores’
Para Mário Sérgio Cappelozza, analista do Sebrae, todos nós somos, de alguma forma, vendedores.
“Se você for pensar, todos nós somos vendedores, porque venda envolve comunicação e negociação. Em um simples diálogo, como por exemplo quando um casal decide um lugar para jantar, surge a negociação”.
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Dedicação
Segundo Mário Sérgio Cappelozza, um bom vendedor não precisa necessariamente nascer com o dom da profissão. Ele deve ter dedicação, boa comunicação e também saber negociar o produto. “O vendedor, além de ter boa comunicação, saber negociar e ser dedicado, deve conhecer o produto que está vendendo”.
Ele explica que uma empresa é composta basicamente pelos setores de produção, administração, recursos humanos e pela área comercial. Dentro do setor comercial, ainda existem diferenças entre os setores de vendas e de marketing de uma empresa.
“Muitas pessoas confundem a parte de vendas de uma empresa com marketing. Os vendedores vendem o produto em si, já o marketing é responsável por vender a marca da empresa”.
O analista do Sebrae ainda explica que é sempre importante estar aperfeiçoando os conhecimentos. “Com a facilidade de acesso à Internet nos dias de hoje, fica muito fácil procurar informações e até fazer cursos à distância. É importante sempre estar se aperfeiçoando e adquirindo mais conhecimento e experiência.”