Brasília - A dois dias da eleição, o governo federal divulgou parte da auditoria nos contratos suspeitos de tráfico de influência que envolveram familiares da ex-ministra da Casa Civil sem apontar como atuaram filhos e irmãos de Erenice Guerra. A maioria dos casos será auditada depois das eleições. O relatório constata apenas um indício de irregularidade.
Das 9 auditorias da Controladoria Geral da União (CGU), 4 foram publicadas ontem e só em um caso foi apontado indício de irregularidade, de R$ 2,1 milhões. O governo federal analisou os pedidos de financiamento da empresa de energia solar EDRB junto ao BNDES.
Há duas semanas, o representante da EDRB, Rubnei Quícoli, afirmara que o negócio não foi viabilizado por não ter pago a “taxa de sucesso” para a empresa do filho de Erenice. A então ministra pediu demissão após a publicação da reportagem.
A CGU concluiu, porém, que o financiamento foi barrado por questões técnicas. “O pleito de financiamento teve o tratamento técnico previsto e o mesmo não foi aprovado por não atender aos requisitos exigidos”, diz a auditoria. Não foram analisadas pelo órgão suspeitas de tráfico de influência e provas apresentadas por Quícoli, como a troca de e-mails com o ministério e a reunião com Erenice. A CGU diz que não tem poderes para investigar a Casa Civil.
Segundo a Controladoria, há apenas uma “aparente” irregularidade de R$ 2,1 milhões envolvendo contratos da editora da Universidade de Brasília (UnB) com o Ministério das Cidades.