A Secretaria Municipal de Obras vai adquirir uma miniusina de asfalto para direcionar os serviços de tapa-buracos para este equipamentos. A usina velha já existente sofrerá uma segunda etapa de reforma e, depois disso, será redirecionada para assumir a meta de serviços de recape em 2011.
Bem menor que o atual, que hoje produz cerca de 90 metros cúbicos de asfalto (o que gera capacidade para recapear três quadras e meia por dia), o novo equipamento será focado na produção de material para as operações de tapa-buraco. O valor estimado para a compra a instalação da nova usina, de acordo com o secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto, é de cerca de R$ 350 mil. Porém, o secretário frisa que ainda será necessário manter a terceirização do serviço de recape para atender a outra parte da demanda.
De acordo com Eliseu, quando a administração de Rodrigo Agostinho (PMDB) teve início a usina de asfalto - que foi adquirida pela prefeitura em meados da década de 70 - permaneceu parada por um tempo para um processo de restauração. “Tentamos manter a usina sempre com manutenção preventiva. Talvez no final deste ano paremos novamente para outra recuperação”, destaca o secretário.
A prefeitura já contratou o recapeamento de 480 quadras com empresas terceirizadas. A estrutura própria da prefeitura fará outras 200 quadras. “Para 2011, temos a meta de recapear mais 1.000 quadras na cidade”, pontua. Areco destaca que para atingir a meta estipulada pelo prefeito terá de contar com uma nova máquina de produção asfáltica e também com a contratação de empresas terceirizadas.
“Vamos comprar uma pequena usina para colaborar com as operações tapa-buraco, mas isso vai acontecer no próximo ano”, aponta. De acordo com o secretário, o novo equipamento trabalharia coordenadamente com a usina antiga. “Elas trabalhariam em conjunto, mas a pequena vai ser focada em tapa-buraco. A usina nova instalada seria aproximadamente de R$ 350 mil”, observa.
De acordo com Rodrigo a nova máquina faria a mistura de asfalto a frio. “Atualmente, a gente acaba usando a produção da usina, que é feita a quente, para uma tarefa menos nobre, que é a de tapa-buraco. A ideia é usar o novo equipamento nessa operação”, explica.
Prioridade
Eliseu Areco ressalta que a aquisição de uma usina semelhante a atual seria muito oneroso para a prefeitura. “Acho que a nossa usina produz bem. Mas não depende somente dela, tem que vincular também com a capacidade da prefeitura contratar mão de obra, comprar equipamento. Se eu compro uma usina nova, que atualmente custa cerca de R$ 2 milhões, também tenho que comprar mais caminhões, mais equipamentos, mais operadores e a estrutura fica muito grande. A prefeitura não é produtora de pavimentação. Ela age na manutenção da cidade. Não somos uma empresa de pavimentação”, ressaltou o secretário.
Assim, Areco avalia que com a aquisição da miniusina e a contratação de empresas terceirizadas a prefeitura conseguirá manter três ou quatro frentes de trabalho no recapeamento, além das operações de tapa-buraco. “Dentro desse conceito, conseguiremos suprir as necessidades da cidade se tivermos os trabalhos de terceirização em conjunto com o que nós temos”, observa. “Entendo que o caminho é terceirizar mesmo. Para manter várias frentes de trabalho, várias empresas trabalhando, vários fornecedores, o que não sobrecarrega um setor só de produção”, finaliza.