09 de julho de 2026
Nacional

Colega ofereceu munição e arma a menino baleado


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São Paulo - Um colega de turma de Miguel Cestari Ricci dos Santos, 9 anos, havia oferecido munição e até uma arma ele, segundo a polícia. Miguel morreu baleado na quarta-feira, em uma sala de aula da Escola Adventista de Embu (região metropolitana de São Paulo). A polícia investiga as circunstâncias do tiro.

De acordo com relato da mãe do garoto à Polícia Civil, o coleguinha ofereceu a munição dias antes da morte do menino. Quando soube, a mãe disse a Miguel para não se envolver, porque ele não precisaria de arma.

O autor do tiro e a arma utilizada contra o menino ainda não foram localizados, mas a polícia já sabe que a bala partiu de um revólver calibre 38 e foi disparada à queima roupa.

As primeiras perícias da Polícia Civil na sala de aula apontam que o local foi lavado antes mesmo da chegada das autoridades. Os testes realizados pelos peritos com o reagente químico luminol confirmam que a sala de aula foi limpa antes da perícia ter sido feita. O luminol revelou o local das manchas, já limpas.

Ainda pela análise dos investigadores da Polícia Civil, peritos e médicos-legistas, é possível afirmar que o projétil que atingiu Miguel era velho, sem a potência de uma munição em estado de conservação normal.

O projétil disparado contra Miguel o atingiu no lado esquerdo do abdômen e ficou alojado perto de seus rins. Para a polícia, um outro aluno da turma de Miguel, que cursava a quarta série, pode ter atirado.

Ao todo, a turma de Miguel tinha 37 crianças - 20 já foram ouvidas. Nos depoimentos dos alunos, segundo o delegado Carlos Cerone, existem contradições.