09 de julho de 2026
Ser

Minha História: Quero anotar tudo


| Tempo de leitura: 1 min

É tudo muito intenso.

Súbito, só como se fosse um desejo incessante de unir e reunir.

Os cacos, os fatos, as desilusões, os perdões...

Das pessoas que não sabem bem seus interesses e escolhas,

mas que detêm somente uma certeza na vida:

de que no universo tudo é impermanente,

frente ao caos do macromundo e da incerteza microcósmica do eu,

(incluindo aí as intempéries dos sonhos e dos símbolos que norteiam as vidas, os caminhos, as escolhas e as crenças).

Como se fosse fácil existir, escolher, sentir!

Se a resposta estivesse nos livros e nas memórias,

muito mais simples seria

de se livrar de dores e de galgar falsas conquistas arbitrárias.

Como se também fosse o céu o limite,

Nas suas incomensuráveis onze dimensões...

Local no qual se escondem os desejos das sendas e a aurora dos raios

Talvez aí que eu tenha perdido meus botões e vinténs

(cinco deles, creio).

Não detenho precisão nem características.

É apenas uma questão de simbiose semiótica!

Embora venha a dor e o terrível temor de adaptar-se,

Viverei de múltiplas vivências e poucas aparências.

Aparências, somente aquelas que alguém me pede.

Afinal, não basta apenas e tão somente existir.

É necessário compartilhar!

Nem que sejam vidas, caminhos, escolhas, crenças, dores, vinténs, sonhos.

Estou aqui, pronto, com o meu calhamaço de folhas.

Quero anotar tudo...

Dê-me sua caderneta.

Bruno Emmanuel Sanches