10 de julho de 2026
Política

Prefeito: falta articulação partidária

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

O espaço Café com Política do Jornal da Cidade repercutiu a efervescência após a votação na cidade. Personalidades políticas de Bauru e região, candidatos, especialistas e cabos eleitorais puderam debater ideias durante a maratona jornalística de cobertura do processo eleitoral. Com transmissão ao vivo das 18h30 à meia-noite, os comentários registados no estúdio montado na Redação do JC e pelos corredores refletiram a ansiedade de Bauru em aumentar sua representatividade legislativa. Um dos convidados, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), ressaltou a necessidade de maior articulação interpartidária na cidade em busca dessa evolução.

O Grupo Cidade fez ampla cobertura da eleição, com atualização de notícias em tempo real no site www.jcnet.com.br, intenso trabalho de rádio (96 FM) e a transmissão por televisão pela Internet com avaliação de especialistas, noticiários ao vivo, parciais da apuração, participação de candidatos e boletins dos resultados das pesquisas de boca de urna, além da intensa cobertura em suas páginas.

Ontem, um dos primeiros convidados do Café com Política foi Rodrigo. Para ele, uma das características mais marcantes do processo eleitoral desse ano foi a ausência de campanha de rua. “Foi uma eleição plebiscitária, onde os eleitores debateram sobre continuidade de programas de governo existentes, tanto no Estado de São Paulo quanto para a Presidência”, pondera.

Ele avalia que Bauru e região têm capacidade para eleger mais representantes. “E precisamos aumentar a quantidade de deputados”, ressalta. Porém, ele avalia que falta unidade política para isso. “Numa eleição, o candidato tem que convencer o eleitorado que tem capacidade para ser o representante dele. Mas, numa segunda situação, é preciso que a sociedade se engaje na campanha de algum candidato. Na cidade são 12 partidos, cada um puxando para o seu lado. E numa eleição, o candidato de Bauru precisa ir fora da cidade buscar votos, o que é muito difícil”, avalia o prefeito.

Ele, que nas eleições de 2006 disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em Brasília, também criticou o trabalho do deputado. “Apequenou-se o papel do deputado. O bom deputado não é só aquele que traz dinheiro para a região. Mas é também aquele que participa do debate nacional. Outro ponto é que existe grande dificuldade para se encontrar nomes novos, que tenham criado um trabalho político antes do período eleitoral”, afirma.

Ainda sobre as características da eleição de ontem, Rodrigo lamentou a falta de debate de ideias. “Nem Dilma Rousseff, nem José Serra se destacaram. Se colocaram em afirmar que vão dar continuidade ao que já fizeram. Porém, a discussão de problemas graves ao País não foram feitas, como a falta de infraestrutura, crise de habitação e de falta de mão-de-obra. Não houve discussão de plano de governo”, destaca.

Vereadores

Também participaram das discussões os vereadores José Roberto Segalla (DEM), Marcelo Borges (PSDB) e Fernando Mantovani (PSDB). Para o demista, muitos eleitores, especialmente os jovens, não compreendem a importância de se participar do processo eleitoral. Ele também lamentou a pouca representatividade da cidade na Câmara e na Assembleia. “Uma cidade do porte de Bauru precisa ter maior representatividade. A defesa dos interesses de Bauru deve suplantar tudo. A cidade deve pensar em bloco e trabalhar em uníssono para isso”, pontua.

Já Mantovani ressaltou o desempenho tucano no pleito. “A estratégia do PSDB em São Paulo deu resultado. Pedro Tobias obteve a reeleição entre os mais votados do Estado. O Aloysio Nunes como senador e o Geraldo Alckmin já no primeiro turno. E o José Serra vai para o segundo turno com a Dilma Rousseff. Porém, na questão da eleição de deputado federal, o partido ainda é muito tímido, principalmente na questão de ter puxadores de voto. É preciso repensar essa estratégia”, pondera.