09 de julho de 2026
Política

Sem título, eleitores ficam perdidos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), para ter condições de votar nestas eleições o eleitor brasileiro deveria levar apenas um documento oficial com foto, como identidade ou carteira de motorista. A apresentação do título eleitoral não era obrigatória. E isso fez com que muitos deixassem esse documento em casa. Como consequência, houve muita confusão da hora de achar a seção de votação. Boa parte dos eleitores ficou perdida e teve de recorrer aos funcionários da Justiça Eleitoral para descobrir o local em que deveriam votar. Muitos não lembravam a seção e não tinham o título em mãos para consultar.

Para piorar a situação, Judite Della Torre Jaime, diretora da Escola Estadual Joaquim Rodrigues Madureira, disse que houve mudança na designação das seções, o que também deixou muita gente confusa.

De acordo com o chefe de cartório da 23ª Zona Eleitoral, Munir Sayed, o efeito provocado pela falta do título de eleitor foi generalizado. Segundo o juiz eleitoral Jayter Cortez Júnior, houve casos de eleitores que erraram até mesmo o colégio onde deveriam votar.

Outra dificuldade apontada por ele foi atender os eleitores com problemas de locomoção, como cadeirantes e idosos. O juiz lembra que a cidade conta com seções especiais para atender exclusivamente a esses eleitores, mas muitos se esqueceram de solicitar à Justiça Eleitoral a transferência do voto para esses locais.

Em ano de eleição, o prazo para solicitar a mudança para uma seção especial termina em junho. Jayter diz que quem se sentiu prejudicado nestas eleições poderá requisitar a transferência até junho de 2012, quando haverá eleições municipais. Para isso, basta comparecer à 300ª Zona Eleitoral.

O cadeirante Jorge Munhoz foi um dos eleitores que solicitaram a mudança. No entanto, ele afirma que ainda há alguns ajustes que precisam ser feitos para facilitar o acesso às seções especiais. Ele possui uma cadeira de rodas motorizada. Em dias chuvosos, como o de ontem de manhã, é recomendável não sair de casa com ela. Nesse caso, o eleitor teria de ir de carro até o local de votação e lá contar com a disponibilidade de uma cadeira de rodas para levá-lo até a seção. Mas conforme informou o representante da Justiça Eleitoral Marcos Enrique Gualini, presente no Colégio La Salle - para onde foram encaminhados os eleitores com problemas de locomoção, audição e visão -, não há cadeira de rodas para disponibilizar aos eleitores que chegam de carro. Para Munhoz, esse é um detalhe que merece ser observado nas próximas eleições.