08 de julho de 2026
Regional

Região ainda é reduto de tucanos

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 3 min

O candidato a presidente da República, José Serra (PSDB), não repetiu o bom desempenho do governador eleito Geraldo Alckmin no confronto eleitoral com a candidata Dilma Rousseff (PT) no estado. Ele terminou com 40,66% a 37,31% da petista, mas na região de Bauru o tucano na disputa pela sucessão de Lula teve vitória folgada em cidades como Lençóis Paulista, Botucatu, Jaú e Lins. A candidata Marina da Silva foi a segunda mais votada em Botucatu (30,50%) e Dilma a terceira com 28,06%. Serra ficou em primeiro com 39,81%. O município é administrado por João Cury (PSDB), depois de dois mandatos petistas.

Em Lençóis Paulista, Marina também foi a segunda mais votada com 24,40% e Dilma em terceiro com 21,40%. Serra liderou com 52,27%, outro reduto forte e administrado pelo PSDB.

Em Jaú, Serra foi o mais votado no pleito presidencial com 51,98%, Dilma em segundo com 27,61% e a “onda verde” - Marina da Silva – não desencantou como em outras localidades entre os jauenses. O município é administrado pelo coordenador regional do PV, prefeito Osvaldo Franceschi (PV), mas quem deu as cartas no pleito presidencial foi o PSDB. Na eleição majoritária a legenda tucana tem como um dos seus líderes o ex-prefeito João Sanzovo (PSDB) que disputou uma cadeira à Assembleia e não se elegeu. Lins administrada pelo PMDB teve vitória serrista com 48,66% e Dilma com 27,92%, cidade que já teve prefeita filiada ao PT.

Na pequena Pederneiras, Marina também não emplacou como em Botucatu e Lençóis. A cidade é administrada pela prefeita Ivana Camarinha (PV). Serra foi o mais votado com 40,57%, Dilma 35,55% e Marina 22,93%. A localidade é reduto eleitoral do médico e ex-assessor da Casa Civil de José Serra no Palácio dos Bandeirantes Rubens Cury.

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Nova eleição

O coordenador regional do PSDB de Bauru, Marcelo Borges, afirma que segundo turno é praticamente uma nova eleição. “Tudo começa no 0 a 0. O que precisamos é correr atrás dos votos”, declara.

Para Borges, numa campanha eleitoral não adianta ficar com análise de onde foi bem.“Não tem nada decidido. Estamos partindo para uma nova eleição”, diz.

Questionado sobre a migração de votos da candidata a presidente da República, Marina da Silva, Borges afirma que o eleitor é que vai decidir e não as cúpulas de partido. “O voto não tem dono, precisa ser conquistado”. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) deve estar hoje na Capital para discutir as estratégias do partido para a campanha de José Serra. No Estado inteiro, o PSDB é forte no Interior, mas o PT cresce na Capital e região metropolitana.

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PT quer apoio do PMDB

A coordenadora regional da candidatura de Dilma Rousseff na região, Estela Almagro, afirmou ontem que é possível reverter a vantagem do candidato tucano nas cidades da região. Dilma Rousseff manteve média de 20% a 30%, mas Serra conseguiu em algumas cidades superar os 51%.

“O segundo turno é uma eleição com dois candidatos e dois projetos. A eleição plebiscitária se misturou no primeiro turno, onde decisivamente a mídia nacional entrou e atrapalhou a candidata petista”, declarou.

“A ideia é invadir o Estado de São Paulo positivamente. Nos próximos 30 dias vamos ter uma campanha intensa”. A coordenadora admite que espera contar com apoio do PMDB na campanha. O PT está de olho ainda no apoio do PV, partido com ligações históricas com os petistas.