Para a legislatura 2011/2014, a região de Bauru perdeu representatividade na Câmara dos Deputados. Dos deputados federais que atualmente ocupam uma vaga no Congresso, apenas Milton Monti (PR) de São Manuel se reelegeu. Já na Assembleia Legislativa, apesar da expectativa de aumento no número de deputados estaduais, apenas Pedro Tobias (PSDB) de Bauru se elegeu. O levantamento é com base em 41 cidades no entorno de Bauru, Jaú e Botucatu.
Na região de São José do Rio Preto foram eleitos 12 deputados e o senador eleito do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira é nascido naquele município. Na região de Marília, se reelegeram Abelardo Camarinha (PSB) e Vinicius Camarinha (PSB).
Jaú lamenta a perda de seu principal representante, o deputado federal José Paulo Tóffano (PV), que está no seu primeiro mandato. Apesar de obter votação mais expressiva do que em 2006 (45.533 contra 43.652), ele perdeu votos em Jaú (47 quilômetros de Bauru), sua base eleitoral que, em 2006, praticamente garantiu sozinha sua eleição. “Eu fui o único da bancada (do PV) que conseguiu aumentar a votação mas, infelizmente, a expectativa de votos que eu tinha em Jaú não se confirmou”, declara. “Eu acho que foi um recado nas urnas”.
Questionado se esse “recado” da população teria como alvo seu colega de partido Osvaldo Franceschi Junior, prefeito de Jaú, o deputado admitiu que sim. Contudo, segundo ele, outros fatores também podem ter influenciado no resultado das eleições.
“Eu acho que tem uma série de fatores. Primeiro, foi a troca da posição do deputado estadual para federal na cédula. Outra foi o efeito Tiririca. E Jaú também deu uma mostra clara de que votou-se na oposição. Se você somar os votos dos dois candidatos a deputado estadual que eram da oposição, o João Sanzovo e o Rafael (Agostini), dá mais de 50 mil votos”, diz.
Tóffano conta que ainda não definiu qual será seu futuro político, mas dá mostras de que pretende contribuir com o trabalho de crescimento do PV no cenário nacional, impulsionado pela chamada ‘onda verde’.
“Eu estou agora avaliando para ver o que é que eu vou fazer. Eu sou da executiva nacional do partido, da estadual do partido. Então, vou me reunir e ver qual o melhor caminho que a gente tem para seguir e de que forma eu vou poder contribuir dentro do processo”, pontua.
Apesar de não pertencer à região de Bauru, Marília também teve perda de representante no Congresso. O deputado Dr. Nechar (PP), de Marília (100 quilômetros de Bauru), obteve 46.165 e garantiu apenas a quarta suplência. Ele elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2006, pelo PV, mas trocou de legenda antes do prazo final de filiação de olho nas eleições de 2010. Na região candidatos a deputado estadual e federal de pequenas cidades não conseguiram se eleger.
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Indefinição
O ex-prefeito de Agudos Carlos Octaviani, que é hoje o terceiro suplente do PP à Câmara dos Deputados com 52.740 votos, aguarda julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a aplicação ou não, ainda nesta eleição, da Lei da Ficha Limpa, com consequente validação dos votos dos colegas de partido Paulo Maluf e Beto Mansur, para fazer as contas sobre as suas chances de assumir uma das vaga para deputado federal.
Apesar da indefinição, Octaviani diz não ter esperanças de conseguir uma cadeira no Congresso. Como exemplo, ele aponta números do Partido Verde (PV) que, segundo ele, teve 1,7 milhão de votos, incluindo a votação nos candidatos e na legenda, elegeu seis deputados federais. “No nosso caso, se entrar a votação do Maluf, vamos para 1,4 milhão de votos”, explica. “Eu cairia para sexto e haveria expectativa de entrar cinco ou seis candidatos”.
De acordo com o ex-prefeito de Agudos, a possibilidade mais concreta é de que ele consiga ser o primeiro suplente do PP. “A gente não tem noção exata porque o TRE tem que fazer a finalização dos votos só após o julgamento do Supremo Tribunal Federal e muitos casos ainda estão pendentes”, revela. Apesar disso, Octaviani declara estar feliz com sua primeira votação a deputado federal e agradece a população da região que lhe deu um voto de confiança nesta eleição.