08 de julho de 2026
Turismo

Natal e arredores

Eliane Barbosa e Werther Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Aerobunda, esquibunda, dromedários, o maior cajueiro do mundo... Natal, a Capital potiguar, é um lugar perfeito para quem quer ser feliz. Reunindo as mais diversas formas de lazer. Das comuns, encontradas em qualquer cidade litorânea, às de aventura com pouca ou muita emoção. Prazeres que começam quando os primeiros raios do sol atravessam as cortinas do quarto. Afinal, Natal é conhecida como a “Cidade do Sol”, lugar onde chove raramente e mesmo quando isso ocorre, o astro rei vem logo tomar terreno.

Esteja você hospedado na Ponta Negra, na Via Costeira ou mesmo na praia dos Artistas, os buggys, cedinho, estarão lá posicionados, te convidando para rodar pela cidade e se deliciar com o vasto litoral.

Natal tem seis praias urbanas belíssimas: Ponta Negra, Via Costeira, Praia dos Artistas, Praia do Meio, Praia do Forte e, passando o rio Potengi - pela balsa - Redinha. Se elas não lhe bastarem, conheça os arredores, já que o Rio Grande do Norte tem mais de 400 quilômetros de litoral, dividido em litoral sul e litoral norte.

A cidade tem também um dos melhores climas do planeta. Arejada, verdejante, limpa. Fácil de ser desvendada. Sua história começou em lugar estratégico: o Forte dos Reis Magos, aquela fortaleza branca, firme, construída pelos portugueses para reprimir invasores, incluindo holandeses que a dominaram por mais de 30 anos até serem expulsos.

Ao redor das muralhas do forte, às margens do rio Potengi, nasceu o bairro da Ribeira, o mais antigo da cidade e que revela traços marcantes da tradição potiguar.

Depois de conhecê-lo, a dica é subir até o Centro, já que, apesar de jovem em relação às outras cidades do Nordeste, Natal tem arquivo histórico e cultural invejável. Entre os exemplares arquitetônicos, destaques para o Teatro Alberto Maranhão, Palácio Felipe Camarão, Memorial Câmara Cascudo e Palácio Potengui.

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O Palácio do ‘índio Poti’

Outro belo exemplar arquitetônico da Cidade Alta, em Natal, é o prédio do Palácio Felipe Camarão. Inaugurado em 1922 por ocasião do centenário da Independência brasileira, é a sede da prefeitura e ganhou o nome em homenagem ao índio Poti, que era o chefe dos potiguares, tribo que habitava as margens do rio Potengi.

Poti nasceu na aldeia de Vila Velha, em Igapó, e em 1612 foi catequizado e batizado juntamente com sua esposa Clara Camarão passando a chamar-se Antônio (em homenagem ao santo do dia) Felipe (homenagem ao rei de Portugal na época) Camarão (tradução de Poti para o português).

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Câmara Cascudo

O maior estudioso do folclore brasileiro, Luís da Câmara Cascudo, dá nome ao Memorial hoje administrado por sua neta, Dhaliana Cascudo. Um espaço onde o visitante mergulha no universo da cultura popular. A casa, em Natal, tem dois andares e fica na praça André de Albuquerque.

No piso superior funciona uma biblioteca, sala para consultas e administração. No de baixo, do lado esquerdo, uma sala de exposições com fotos do estudioso, o troféu Juca Pato, que recebeu em 1977, e cédulas de 50 mil cruzeiros com sua efígie.

Uma viagem pelas curiosidades do folclore nacional é o grande atrativo do lado direito da casa. Boi-bumbá, boi-tatá, lobisomem e outros elementos folclóricos estão lá. Cascudo, dizem, não era assim tão chegado à religião, mas no seu memorial há também espaço para os santos nacionais.

Quem quer seguir esse caminho de religiosidade, conta também no centro de Natal com opções de passeios por várias igrejas. Incluindo a Catedral Metropolitana, a Igreja dos Pescadores, a Igreja Galo (Santo Antonio) e a Igreja do Rosário.

Elas ficam próximas, na Cidade Alta, sendo uma boa oportunidade para quem quer admirar tanto as linhas do barroco como os traços arquitetônicos modernos.

Caso da Catedral que conta com projeto arrojado (e também polêmico). Sua fachada é unida à parede traseira por uma espécie de rampa curvada para baixo. Já a Igreja do Galo ou Santo Antonio é bem diferente e considerada uma das mais belas da Capital. A construção barroca concluída em 1766 também abriga um museu de arte sacra repleto de imagens, objetos religiosos e móveis centenários.