O azul do mar e o brilho do sol dão as boas-vindas na Costa das Dunas, no Rio Grande do Norte. E acompanham a aventura a partir de Natal. A bordo de um buggy, pode-se percorrer as famosas montanhas de areia de Genipabu e as praias desertas de São Miguel do Gostoso, no litoral norte. Curtir a água fresca de Pirangi e avistar golfinhos em Pipa, no sul. Nesse sobe-e-desce, pouco importa a ordem, tampouco a velocidade. Porque todos os roteiros garantem boas doses de emoção.
As praias, lagoas e falésias compõem o cenário perfeito para navegar, mergulhar, surfar ou simplesmente admirar. Tudo a seu ritmo. Por toda a Costa das Dunas, há boa infraestrutura de hotéis, lojas e restaurantes. Aliás, é difícil terminar a viagem sem ter provado o típico camarão e a carne de sol da gastronomia potiguar. Nem ter comprado um artesanato de lembrança.
Se escolher sair de Ponta Negra, em Natal, rumo ao sul, as primeiras paradas serão as praias do Cotovelo e de Pirangi, que, além de formarem uma bela costa de piscinas naturais (não esqueça máscara e snorkel), servem - dizem as boas línguas - os melhores caranguejos da região. Em Pirangi, ainda há outra curiosidade: o maior cajueiro do mundo.
Tabatinga, o próximo destino, também tem águas calmas que desenham piscinas ao redor de pedras e convidam a um descanso estratégico. Mais adiante, já no município de Canguaretama, está uma praia bem conhecida: Barra de Cunhaú, também chamada de chapadão.
Nessa enseada paradisíaca, a paisagem é emoldurada pelo rio Curimataú - a travessia de balsa é um programa bacana para ver o local de outra perspectiva. Por causa dos bons ventos, a praia acabou se tornando um polo de kitesurfe e windsurfe, que atrai centenas de aficionados por esportes aquáticos a cada verão. Para melhorar (sim, é possível), a cidade tem uma das maiores produções de camarão do Rio Grande do Norte. Daí já se imagina os cardápios...
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Genipabu é abrigo para as
dunas mais altas do País
O buggy sobe, desce, acelera, voa a 100 quilômetros por hora. Faz manobras justas, contorna e mergulha nas dunas. A 90 graus. Susto? Alegria? Emoção? Sentimentos correspondentes à paisagem que se segue: um oásis de lagoas na imensidão branca.
Também dá para repetir o percurso e entrar nesse cenário a 30 quilômetros por hora. Você decide. Só não pode perder a chance de conhecer Genipabu. Entra ano, sai ano, e suas dunas, consideradas as mais altas do País, continuam sendo o cartão postal do litoral norte do Estado. A 30 quilômetros de Natal, Genipabu é destino para um bate-volta. O passeio pelas dunas normalmente sai de Ponta Negra ou da própria praia de Genipabu. Além da velocidade, o turista escolhe o roteiro.
No mais clássico, o buggy vai direto para o Parque das Dunas e brinca de montanha-russa. Com direito a sandboard e passeio de dromedário. Lá de cima, o clique perfeito da cidade, das lagoas, do mar de areia branca.
A rota mais longa leva, ainda, às praias de Barra do Rio, Graçandu e Pitangui, com paradas para mais esportes radicais - ou um simples mergulho. Tours com guias cadastrados de R$ 160,00 a R$ 400,00 (para até quatro pessoas).
A outra queridinha do litoral norte é São Miguel do Gostoso, a 112 quilômetros de Natal. Como avisa a placa que recebe os visitantes, “aqui se faz gostoso”. Do kitesurfe à culinária.
Por estar na esquina do continente, a cidade tem muito vento e pouca onda. Condições perfeitas para a prática do kite e do windsurfe. Paraíso materializado na praia do Santo Cristo.
Quem quer rusticidade segue para a Praia do Reduto, vilarejo de pescadores e rendeiras. Dali saem os caminhos para a praia de Tourinhos, a mais bela do pedaço, com recifes, piscinas naturais e dunas petrificadas.
São Miguel também é gostoso na tradição: bumba meu boi, pastoril, artesanato... Mas é a gastronomia - destaque para frutos do mar e arroz de polvo - que faz mais jus ao nome.
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Tibau do Sul e Pipa
Seguindo em direção ao litoral sul do Rio Grande do Norte, estacione o 4x4 numa balsa que leva à praia mais badalada do Estado, passando antes por Tibau do Sul. Ou vá pela BR-101 mesmo, não importa. O fato é que a praia da Pipa é o ponto alto de qualquer roteiro. Reserve pelo menos dois dias por lá.
Reduto de hippies e descolados na década de 1970, Pipa parece ter sido redescoberta pelos turistas há pouco mais de dez anos. E logo virou fenômeno. Fácil entender, a começar pelo cenário deslumbrante, dominado por falésias que se debruçam no Atlântico e combinam perfeitamente com o mar azul e o verde da mata atlântica. O vilarejo ainda é santuário ecológico de golfinhos e tartarugas e tem estrutura invejável, com hotéis de todas as estrelas e restaurantes de primeira.
É na avenida Baía dos Golfinhos que se concentra o agito. Ali estão as pousadas, os restaurantes e as lojinhas. Em uma breve caminhada, o turista vai ver nas vitrines de joias a rendas, de bijuterias a quadros e esculturas nas ruas. Vai sentir cheiro de crepe, pizza e massa. Peixe, camarão, churrasco e paella.
Também na avenida estão os bares e as baladinhas que reúnem a juventude até o sol raiar. No ritmo do forró ou na batida eletrônica, a diversão é garantida. Só não vale perder a hora - e os passeios do dia seguinte.
A praia principal é um bom começo. À esquerda está a praia do Curral, na Enseada dos Golfinhos, o melhor lugar para vê-los de perto. Deite na areia, relaxe, mas com os olhos bem abertos porque, de repente, eles aparecem dando show. Dá para chegar caminhando na maré baixa.
À direita está a praia do Amor, talvez a mais bonita de Pipa, com suas falésias e mirantes. Já a das Minas é semideserta e ponto de desova de tartarugas. Mais adiante, o buggy alcança a praia da Chapada. Sobre a falésia, mais uma vez, uma visão estonteante. Pura emoção.
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Como ir
Saiba mais
A TAM tem voos promocionais saindo de São Paulo (Guarulhos). Informações no site: www.tam.com.br. Aluguel de buggy: veja as empresas cadastradas na Associação de Proprietários e Condutores de Bugue de Aluguel. Informações pelo telefone (84) 3225-2077.
Melhor época
No verão, o sol se põe às 18h. Nas outras estações, às 17h. Para fugir das chuvas, evite viajar de abril a junho.
O que levar
Protetor solar: por mais que você torça para o sol aparecer com força, é necessário proteger a pele. Chapéu, boné, óculos: se não os levar, você vai se lembrar deles (com remorso) durante os passeios, com o sol a pino. Doses de coragem: o Estado promete muita emoção, mais ainda ao longo da Rota das Dunas.
O que trazer
Artesanato: escultura de argila, peça de cerâmica, pedra, renda: tem de tudo nos mercados de Natal. Um dos maiores é o Shopping do Artesanato Potiguar, em Ponta Negra. O Centro de Turismo, que fica numa mansão histórica do século 19, em Petrópolis, é outro bom centro de compras. Doces típicos: não saia do Vilarte Ponta Negra sem provar nem comprar rapadura, castanha e outras delícias.