09 de julho de 2026
Esportes

Norusca: Júlio César se defende de acusação e Noroeste apoia

Wagner Teodoro e Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

O volante Júlio César, acusado de praticar atos obscenos em frente a uma escola de Criciúma, cidade do Criciúma Esporte Clube, que defendeu durante a Série C do Campeonato Brasileiro, se defende das acusações, lamenta o prejuízo em sua imagem com o caso e promete tomar providências legais contra os responsáveis pela “mancha” em seu currículo. “Na realidade, foi um mal entendido, é uma coisa que não aconteceu. É um absurdo uma coisa dessas que eles falaram e acabou complicando minha vida profissional, minha imagem no clube. Acabou me prejudicando, uma coisa que eu não fiz”, condena.

De acordo com o noticiado em veículos de imprensa de Criciúma, Júlio César teria sido flagrado com o zíper da calça aberto, em frente a uma escola, praticando gestos obscenos. Segundo as notícias, o jogador teria sido detido pela polícia e conduzido a uma delegacia. Júlio César dá sua versão para os acontecimentos. “Fui com minha esposa ao Centro, aos Correios para mandar algumas coisas para cá (Bauru) e estava indo para o treino. Pensei em dar uma passada no hotel, onde eu morava antes, para dar uma camisa para um rapaz que eu havia falado antes. Para chegar ao hotel, você passa pelo colégio. Quando eu estava fazendo o retorno, a polícia me abordou. Falaram que tinham uma denúncia que um carro Citroen estava parado na porta. Aí falei que meu carro não estava parado, estava indo para o treino. Eles falaram que realmente era engano, que haviam parado o carro errado, explicaram que havia a denúncia e falei que houve a denúncia contra a pessoa errada”, argumenta o volante.

Júlio César afirma que explicou aos policiais que possuía testemunha de que tinha acabado de sair do hotel. “Nisso chegou uma pessoa da imprensa e perguntou para alguém do colégio o que estava acontecendo. Essa pessoa falou para ele o que não tinha acontecido, que eu estava no local fazendo gestos obscenos, coisa que eu não estava fazendo”, garante o jogador.

Júlio César afirma que houve mais erros no que foi publicado em Santa Catarina, já que não foi detido. “A polícia falou que era engano, falou que não tinha flagrante, foi só abordagem porque acharam que era o carro. Não me levaram para a delegacia, não fizeram boletim de ocorrência e me liberaram. Fui para o clube e a imprensa tinha falado coisa que não tinha acontecido e nem perguntou da minha parte, o que achei errado. Publicaram uma coisa sem me perguntar, sem ver minha parte de justificar o que tinha acontecido”, critica. “Isso sujou minha imagem”, reclama.

O jogador revela que o Criciúma decidiu demiti-lo para encerrar a polêmica. “O Criciúma falou para eu ir para casa, que eles iriam ver o que tinha acontecido. Foram lá (na delegacia) e não tinha nada. Só que com a polêmica que deu em uma semana de jogo decisivo para o acesso, eles acharam melhor fazer a rescisão de contrato comigo para que não ficassem falando”, conta.

Júlio César cita sua “ficha limpa” e histórico de bom comportamento em sua defesa. “O próprio Beto (Souza, diretor executivo do Noroeste) falou que o caso é absurdo, os próprios jogadores de onde eu trabalhei me ligaram e falaram que me conhecem, sabem que não sou disso e sabem do meu caráter. Minha família também. Nunca tive problema de noite, sempre fui uma pessoa família. Foi uma falta de ética, de respeito, sem saber a verdade”, declara.

O jogador comenta que sua advogada em Criciúma já está trabalhando no caso e promete processar os envolvidos no caso. “Minha advogada está resolvendo. Todos os que fizeram isso a meu respeito sem saber a verdade vão ter os processos. Isso acabou atingindo minha parte familiar e minha imagem. Minha advogada já está resolvendo e vai entrar com ação contra todos eles”, garante.

A diretoria do Noroeste, clube com o qual Júlio César tem vínculo, confia na versão do jogador e conta com ele para o Campeonato Paulista de 2011. Em nota oficial divulgada ontem, o clube afirma que o atleta foi vítima de fatos inexistentes, ilícitos e inverídicos e condena a atitude do Criciúma, que rescindiu o contrato com o jogador, em virtude de nada ter sido provado contra o profissional.

Buscando superar o caso, o volante está de férias e se reapresenta ao Norusca no dia 4 de novembro. O atleta projeta o que espera do Paulistão. “O pensamento é fazer um bom time, competitivo, que chegue, como aquele mesmo Noroeste das épocas boas da primeira divisão. É fazer uma boa campanha, chegar a uma decisão. Temos que fazer uma boa pré-temporada para termos um bom começo. Com um grupo de jogadores que realmente queira, com certeza teremos um time competitivo para brigar por uma decisão. O Santo André teve, por que não o Noroeste?”, concluiu.