Rio - A Justiça do Rio de Janeiro decide em novembro se Jimmy, um chimpanzé de 26 anos que vive há uma década no zoológico de Niterói (RJ), deve ou não continuar em cativeiro no local. O julgamento, segundo o Tribunal de Justiça do Estado, é inédito no País.
O pedido de habeas corpus, feito por um grupo ONGs do Brasil e do Exterior, leva em consideração as condições em que o animal vive. Segundo a ONG paulista Projeto GAP, uma das que pediu a liberação do animal, além de estar sozinho na jaula, o espaço é muito pequeno.
As ONGs defendem que Jimmy vá viver com outros chimpanzés em um santuário em Sorocaba (99 km de São Paulo). De acordo com o Projeto GAP, outros animais que viviam em situação parecida com a de Jimmy se adaptaram satisfatoriamente ao local.
Segundo a diretora do zoológico de Niterói, Giselda Candiotto, o espaço em que o animal se encontra está de acordo com as normas do Ibama. Ela diz que o chimpanzé vive sozinho porque é um animal de difícil convivência. “Nós estamos fazendo uma campanha para trazer uma companheira para ele, mas será difícil que aceite”, declarou.
De acordo com Candiotto, Jimmy está em melhores condições no zoológico do que estaria no santuário da ONG. “Aquilo lá é um campo de concentração”, disse.
Atualmente, Jimmy vive numa cela de 120 metros quadrados, recebe duas alimentações diárias, toma banho todos os dias e faz pinturas. “No santuário, ele terá 1.000 metros quadrados para brincar, correr e ter uma família”, afirmou o microbiologista Pedro Ynterian, presidente internacional do Projeto Gap.