10 de julho de 2026
Nacional

Dilma Rousseff quase é atingida por balão de água em Curitiba

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Curitiba - Um dia depois de o presidenciável José Serra (PSDB) ser agredido por petistas no Rio, a candidata Dilma Rousseff (PT) enfrentou clima de hostilidade em Curitiba, onde o tucano venceu no primeiro turno. Em visita à Capital paranaense, ontem, ela ouviu vaias e quase foi atingida por um balão de água arremessado do alto de um edifício enquanto desfilava em carro aberto na rua XV de Novembro, que é fechada para pedestres.

O balão estourou no capô do veículo e assustou Dilma Rousseff, que acenava para o público ao lado dos senadores eleitos Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).

Depois do susto, a presidenciável discursou rapidamente e cometeu uma gafe ao chamar o Paraná de Pará. Ela se corrigiu na sequência, ao ouvir as primeiras vaias.

Dilma recebeu um manifesto de apoio de professores da Universidade Federal do Paraná e prometeu, se eleita, ampliar os investimentos na rede pública de ensino superior.

No início da tarde, ela participou de carreata em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e embarcou para o Rio Grande do Sul sem dar entrevista. A candidata ainda faz campanha ontem em Porto Alegre e Caxias do Sul.

“Firula”

Dilma comentou a tentativa de agressão que sofreu em Curitiba e deu a entender que seu adversário, atingido na quarta-feira no Rio por manifestantes, fez “firula” e tentou criar um “factóide”.

Assim como havia feito o presidente Lula horas antes, Dilma comparou o caso com o episódio do goleiro chileno Roberto Rojas, que em 1989, em jogo contra o Brasil, fingiu ser atingido por um sinalizador. “Eu não sou como o Rojas para ficar fazendo firula com isso. Hoje (ontem) eu quase levei uma bomba, uma bexiga de água, não levei porque, ao contrário do Rojas, eu esquivei-me.”

Ela disse ainda que foi atingida na mão por um cabo de bandeira. “No meu caso, foi absolutamente presenciado por jornalistas. Eu não fui lá falar que tinha acontecido, e ninguém pode falar que é bola de papel”, disse Dilma, comparando seu caso com a agressão sofrida por Serra.

“Esta campanha não pode se pautar por agressão nem por tentativa de criar factóide”, afirmou. Ela pediu para a militância “não cair em provocação”.