09 de julho de 2026
Internacional

Coronel canadense é condenado à prisão perpétua por assassinato e abuso sexual


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Ottawa- A justiça canadense condenou ontem à prisão perpétua o coronel Russel Williams, ex-comandante da maior base aérea do país, pelas mortes de duas mulheres e agressões sexuais. O militar, de 47 anos, foi considerado culpado de mais de 80 acusações, entre elas mortes com premeditação.

Seu julgamento, iniciado na segunda-feira, foi marcado por revelações sórdidas, em particular da violência cometida contra a militar Marie-France Comeau e contra Jessica Llyod, atos estes que foram filmados por ele.

O coronel Russell Williams, que pilotou uma vez o avião que levava o primeiro-ministro do Canadá e também outras personalidades, como a família real britânica durante uma visita ao país, acatou as acusações do tribunal de Belleville, Ontario, sem demonstrar nenhuma emoção.

Williams, de 47 anos, comandava a base aérea mais importante do Exército canadense, a de Trenton, em Ontário, 175 km a leste de Toronto.

O coronel foi preso em fevereiro pelo desaparecimento e morte de Jessica Lloyd, de 27 anos, no final de janeiro em Ontário.

O coronel aceitou as acusações de ter entrado sem permissão nas casas de outras duas mulheres, das quais abusou sexualmente. Também confirmou as de roubo a casas de 82 mulheres. Williams tentou se suicidar na prisão em abril, iniciando logo depois uma greve de fome.

Antes de ser nomeado chefe do esquadrão 437 de Trenton, há dois anos, o coronel Williams havia sido comandante de uma base canadense secreta no Oriente Médio utilizada para operações no Afeganistão.

A polícia encontrou na residência do coronel roupas íntimas de suas vítimas, que ele vestia depois de praticar os crimes. Em milhares de fotos armazenadas em seu computador, que a Justiça considerou “profundamente perturbadoras”, Williams aparece nas casas das suas vítimas vestido com a roupa íntima delas e, em algumas ocasiões, masturbando-se diante da câmera.

Em pelo menos uma ocasião, Williams pegou a lingerie e se fotografou com ela no quarto de uma menina de 12 anos, cuja família era vizinha do coronel e de sua esposa.

O coronel armazenou tantas roupas femininas que várias vezes ficou sem espaço em sua garagem e teve de queimar as vestimentas.