Tel-Aviv - Colonos israelenses já começaram a construir mais de 600 casas nas colônias da Cisjordânia, menos de um mês depois do fim da moratória dessas construções.
“A construção está sendo feita em grande velocidade, quatro vezes mais rápido que antes da moratória”, disse Hagit Ofran da ONG israelense Paz Agora, organização que acompanha os assentamentos judeus.
Outras 13 mil unidades residenciais, ainda de acordo com Ofran, já receberam as permissões necessárias para o começo das obras.
Os colonos estão acelerando o processo porque estão receosos de que o governo de Benjamin Netanyahu, a fim de reativar as negociações de paz com os palestinos, volte a proibir novas edificações.
O congelamento das construções nas colônias israelenses na Cisjordânia terminou no dia 27 de setembro. Nos dez meses anteriores, as obras ficaram praticamente paradas na região.
O enviado especial da ONU ao Oriente Médio, Robert Serry, qualificou de “alarmante’’ o ritmo de construção.
“A retomada das construções nos assentamentos vai na direção oposta aos alertas da comunidade internacional para que as partes envolvidas criem condições de diálogo”, disse em comunicado.
O governo do presidente dos EUA, Barack Obama disse se sentir “decepcionada” com o anúncio.
Os palestinos não aceitam continuar as negociação de paz se os israelenses continuarem ampliando suas colônias na Cisjordânia.
Soldado
Uma organização latino-americana com sede no Brasil, a Amisrael, pediu ao presidente Luís Inácio Lula da Silva que ajude na libertação do soldado israelense Gilad Shalit. O militar foi capturado por três milícias palestinas, entre elas o Hamas, em 2006.
Representantes da ONG pediram que Lula negocie a libertação com o Hamas. Em troca do soldado, o grupo exige a liberação de mil palestinos presos em Israel.