08 de julho de 2026
Geral

Festa da Ciência leva 10 mil a interagir com experimentos científicos

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 4 min

Brincar, conhecer e interagir com a ciência. Aproximadamente 10 mil visitantes, entre crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares de Bauru, participaram ontem da Festa da Ciência, uma feira popular com mais de 100 experimentos, expostos no Sesi do Horto Florestal. O tema deste ano foi “Ciência para o desenvolvimento sustentável”.

Em meio ao clima de aprendizado, mas sem perder de vista a diversão, os estudantes tiveram contato com áreas científicas diversas, processos e conhecimentos que geralmente só cientistas têm acesso. Motores, DNAs, máquinas de voar, de reciclar, bombas, microscópios e até apresentações de dança e teatro encantaram e envolveram públicos de diversas faixas etárias.

A Festa da Ciência integra a 7ª edição da Semana de Ciência e Tecnologia (C&T) de Bauru, que termina amanhã. Os experimentos foram apresentados em estandes institucionais, pertencentes a 40 entidades parceiras, distribuídos num espaço de aproximadamente 2 mil m². Não há quem passasse pelos estandes e não parasse para conhecer uma invenção ou projeto, como a “escola sustentável” e o “braço hidráulico”, ou ainda passear pela mini-estação da ciência.

“Neste ano tivemos 30% de novas parcerias no evento. Notamos também que as instituições se envolveram mais com o espírito da feira, que propõe justamente dispor os experimentos e promover contato com o público, através do auxílio de monitores”, enfatizou Luiz Victorelli, coordenador do evento. “É importante que, durante a feira, o visitante interaja com as invenções, mas também receba orientação, para não se frustrar e deixar de conhecer o processo científico que sustenta aquela experiência”, salientou.

O diretor regional do Sesi, Clóvis Aparecido Cavenaghi, se sentiu honrado em receber a feira popular científica. “Nos sentimos premiados com a escolha da sede do evento. A feira é ‘degustativa’, pois permite contato direto com os projetos e invenções. E o tema de desenvolvimento responsável nos coloca em posição de responsabilidade diante o futuro”, alegou o diretor.

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Mini-estação da ciência

Ao andar pela feira, era possível também conhecer e visitar uma mini-estação de Ciência, que possui experimentos que simulam uma estação de verdade. O espaço tinha bicicleta geradora de energia, poço “sem fim”, campo gravitacional, oficina de criação de brinquedos científicos, entre outras atrações. O diretor executivo da Associação Amigos da Ciência, de São Paulo, mostrou que a mini-estação é dotada de monitores, que explicam aos convidados curiosidades e funcionamento das invenções.

“Na oficina de brinquedos, a criança tem a oportunidade de ela mesma montar uma invenção científica, como câmera escura, barco, entre outras. Além de conhecer o processo de montagem desse experimento, ela também discute com os monitores a funcionalidade daquilo que ela montou”, disse.

Gabriela Alessandra Moreira, 9 anos, e Rafael Alyson Pereira, 15 anos, estudantes de escolas públicas, interagiram com vários inventos. Enquanto Gabriela entendia a força que fazia uma bola flutuar no ar, Rafael entendia como a energia mecânica pode se transformar em energia elétrica através de pedaladas em uma bicicleta.

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Hoje à noite tem observatório de

astros no Parque Vitória Régia

Para encerrar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, entre hoje e amanhã, o público poderá ter a chance de visualizar a Lua, Marte, Vênus e Júpiter, entre outros astros, através do Observatório Móvel de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que estará no Parque Vitória Régia a partir das 19h. É uma oportunidade para as pessoas conhecerem os planetas e luas que compõem o sistema solar.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Bauru é uma realização da Coordenadoria Regional Bauru de Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, Ministério da Ciência e Tecnologia e conta com o apoio estrutural do Sesi, Secretaria Municipal de Educação, Diretoria de Ensino da Secretaria Estadual da Educação, IPMet e Coordenadoria da USP.

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Maquete virtual e braço hidráulico facilitam entendimento sobre ciência

O professor de ciências, educação e biologia Antônio Miguel Garcia, o Toka, no estande do Instituto de Ensino Superior de Bauru (Iesb/Preve), apresentou maquete do modelo de escola sustentável. Os estudantes puderam conhecer como funcionaria uma escola que aproveita água da chuva. O modelo ainda trazia horta e sala de aula onde estudantes aprendiam a reciclar o lixo.

Por meio de um software animado e interativo, os interessados podiam navegar pela maquete, que também estava exposta fisicamente. Mas pela navegação virtual, era possível visitar cada lugar específico da estrutura da maquete. Durante a visitação digital, que mostrava com detalhes cada parte do objeto, o aluno era direcionado para uma explicação na tela.

A inovação, além de lançar um programa virtual interativo educacional, buscou estimular uma vida mais sustentável, que preza pelo respeito ao meio ambiente. “E essa educação deve começar na escola”, disse Toka.

Entre tantos outros experimentos interessantes, um braço hidráulico, movido somente com a pressão da água, despertou bastante curiosidade. O objeto é comandado através da manipulação de seringas, que injetam água e, através da pressão gerada, criam-se os movimentos, que são capazes de pegar e soltar objetos.

A invenção foi montada pelos alunos do ensino médio do Colégio COC. Natália Soares, 17 anos, e Caroline Bueno, 16 anos, explicavam no estande aos visitantes que o experimento era baseado na teoria de Pascal. “Graças à invenção, fica mais fácil de entender uma teoria complicada”, comentaram.