11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Medo de IOF mantém capital estrangeiro em fuga e Bovespa em queda: -0,18%


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Tal como ontem, a Bovespa voltou a assistir fuga de capital externo ontem, motivada pelas crescentes preocupações de investidores estrangeiros de que o governo amplie o IOF sobre capital externo também no mercado de ações, como já fez na renda fixa, ou adote até mesmo outras medidas restritivas, como a quarentena. Esses temores foram reforçados à tarde por declarações do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, de que o governo tem uma “grande quantidade” de medidas em estudo (para controlar o mercado de câmbio), que poderão ser lançadas a qualquer momento, conforme a situação exigir.

Paulo Hegg, operador da Um Investimentos, comenta que as saídas de capital estrangeiro se intensificaram desde ontem. “Os investidores vão ficar atentos ao movimento do câmbio local em reação às recentes medidas do governo e às decisões do encontro do G-20 neste fim de semana. Uma continuidade da desvalorização do dólar aumentará ainda mais o receio de que o governo venha a adotar restrições também na renda variável”, ele diz.

A Bolsa fechou em queda de 0,18%, aos 69.529,73 pontos. Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 70.311,61 pontos, em alta de 0,95%, à mínima de 68.847,04 pontos, em queda de 1,16%.

A baixa ontem da Bovespa só não foi maior porque as ações das siderúrgicas subiram fortemente, por causa de medida da Receita Federal que restringe as importações de aço. Usiminas ON valorizou-se 3,91% e PNA, 3,00%, respectivamente, segunda e terceira maior alta do Ibovespa; Gerdau PN subiu 0,54% e CSN ON, 1,72%.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,65%

Ganho líquido/30 dias: 0,64%

Pela taxa média de 10,70% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,76% e líquido de 0,61%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,50% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,61% e líquida de 0,49%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: queda de 0,18%

Volume: R$ 6,21 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a sexta-feira com uma desvalorização de 0,18%, aos 69.529,73 pontos e com um volume financeiro de R$ 6,21 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 0,13% e o índice Nasdaq teve uma alta de 0,80%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 78,00

Variação: alta de 2,97%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou o dia de ontem negociado a R$ 78,00, com uma alta de 2,97% em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,328,30, apresentando alta de 0,04% às 19h02 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,706

Variação: alta de 0,65%

O dólar comercial fechou a sexta-feira com uma valorização de 0,65%, valendo R$ 1,704 na compra e R$ 1,706 na venda. O dólar paralelo manteve-se estável, negociado no final do dia a R$ 1,770 para a compra e a R$ 1,87 para a venda. O dólar turismo sofreu uma baixa de 1,34%, cotado a 1,637 na compra e R$ 1,763 na venda.

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Tendências no mercado

São Paulo, 22 (AE) - Contratos de dólar futuro com vencimento em novembro fecharam a R$ 1,708,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,50%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,93% aos 70.390 pontos, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,65% e 11,36%, respectivamente.