A gente nunca sabe quem são os verdadeiros amigos; do mesmo modo que não sabemos quem realmente somos, levando em conta que nos imaginamos mas somos o invés. É, é difícil de entender essa existência não existente e complicada. Mas se considerarmos que nossos erros ajudaram vez ou outra a nunca mais fazermos de novo, podemos perceber que somos completamente mutáveis.
Somos como crianças, involuntariamente repetindo seus atos; caindo e levantando sem descansar até aprendermos a dar os passos corretos em direção à vida, que nos espera ansiosamente em conjunto com o tempo, a nos perseguir como um vento corriqueiro, que, quando vemos, se foi.
Nós nunca aprendemos em como confiar em alguém, porque assim como nós os outros mudam constantemente e dão seus passos errados também. As pessoas não serão para sempre o que são; mesmo que não queiram ou não reparem, elas se deixarão levar por outras e de mãos dadas irão correndo atropelando nossos passos e nos derrubando.
O nosso único modo de ver quem são amigos e inimigos é forçando um campo de batalha aberto sem restrição de luta e mostrando todas as armas e pontos fracos; para ver quem se alia ou se volta contra nós. O sangue a se derramar será puro e verdadeiro, todos conhecerão sua origem se declararmos nossas intenções, e esse será o nosso único jeito de errar corretamente.
Nesse lugar atormentador e ao mesmo tempo interessantemente maravilhoso que chamamos de mundo, nós não temos limite para libertar nossos mais escondidos pensamentos e desejos, porque, querendo ou não, somos nós contra nós mesmos e todo mundo.
Somos apenas nós, observando uma imagem desastrosa e um tanto quanto bonita de nós mesmos,caminhando em direção a um por do sol escuro.
Gabriella Di Piero Borges Silva