11 de julho de 2026
Internacional

Irã envia propina ao alto escalão do governo afegão, afirma NYT


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Nova York - O chefe do Estado-Maior afegão, Umar Daudzai, vem recebendo propina regularmente enviado pelo Irã, que tenta expandir seus interesses no governo afegão de Hamid Karzai, afirmou ontem em reportagem investigativa o jornal americano “The New York Times”.

O diário, que cita ser dar nomes funcionários afegãos e ocidentais em Cabul, garante que o Irã esteve utilizando sua influência para tentar abrir uma brecha entre os afegãos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os pagamentos, que segundo as fontes somariam milhões de dólares, vão a um fundo secreto que Daudzai e o presidente Karzai utilizaram para garantir a lealdade de advogados, líderes tribais e, inclusive, comandantes afegãos, segundo o jornal, para garantir seu apoio.

“É basicamente um fundo para subornos”, afirmou um funcionário ocidental citado pelo “Times”. “A missão de Daudzai é promover os interesses iranianos”, disse.

Os pagamentos demonstrariam o grau de penetração que o governo iraniano alcançou no Afeganistão e colocariam em xeque a aliança de Karzai com os Estados Unidos e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que desde a queda do Taleban em 2001 tem garantido a manutenção do líder afegão no poder.

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Mortes

Cabul - O total de mortes de militares estrangeiros no Afeganistão em 2010 se aproxima de 600. As Forças de Assistência a Segurança Internacional (ISAF, na sigla em inglês), lideradas pela Otan, informaram ontem que um dos membros do seu serviço foi morto por uma bomba caseira no Sul do país, elevando o total de mortes para 599 desde o início de 2010.

Nenhum outro detalhe sobre o incidente foi disponibilizado. Bombas caseiras, mas eficazes, responderam por mais da metade das perdas sofridas pelas tropas estrangeiras no Afeganistão este ano.

Com mais dois anos pela frente, o ano de 2010 já é o mais sangrento para as tropas afegãs, estrangeiras e civis desde a derrubada do regime taleban no final de 2001. Em todo o ano 2009, um total de 521 soldados estrangeiros foram mortos.

Os números são compilados pela ONG www.icasualties.org, que monitora as mortes de tropas ocidentais no conflito. De acordo com a organização ao menos 2.169 soldados morreram desde 2001.

Os EUA lideram o ranking com 1.348 mortes, em segundo vem o Reino Unido com 341, e os 480 restantes pertencem às tropas dos outros 44 países que compõem a Isaf.