09 de julho de 2026
Internacional

EUA e Coreia do Sul farão exercício militar

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - Os EUA e a Coreia do Sul iniciam neste domingo um exercício naval no mar Amarelo em reação ao bombardeio norte-coreano contra uma ilha sul-coreana, anteontem. Na frente diplomática, Washington exortou Pequim a adotar uma posição mais firme com a Coreia do Norte.

Para liderar as manobras, Washington deslocou o porta-aviões nuclear USS George Washington (75 aeronaves e 6.000 tripulantes), estacionado numa base no Japão.

A realização dos exercícios, com duração prevista de quatro dias, foi decidida em conversa por telefone entre o presidente americano, Barack Obama e o seu colega sul-coreano, Lee Myung-bak.

No campo diplomático, os EUA exortaram a China a influenciar a Coreia do Norte, que tem em Pequim seu principal aliado, contra ações militares como a de ontem.

“A China é essencial para colocar a Coreia do Norte numa direção fundamentalmente diferente”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

“Esperamos que a China seja clara, como nós somos, sobre a quem cai a responsabilidade da atual situação.”

Ontem, a China voltou a exortar que as Coreias “mantenham a calma” e retomem o diálogo “o mais rápido possível”, sem responsabilizar ninguém pelo incidente.

Pequim defende a volta das negociações multilaterais (as duas Coreias, China, Rússia, Japão e EUA), paralisadas desde 2009. Washington diz que não volta à mesa enquanto Pyongyang continuar seu programa nuclear.

A Coreia do Sul anunciou ontem a interrupção da ajuda humanitária ao Norte, que já estava bastante reduzida.

Ontem, equipes de resgate sul-coreanas encontraram os corpos de dois civis na ilha, elevando para quatro o número de mortos no ataque -os outros dois eram militares. A Coreia do Norte não informou se teve baixas.

Em Seul, algumas dezenas manifestantes queimaram a bandeira da Coreia do Norte e fotos do ditador Kim Jong-il enquanto exigiam uma resposta mais dura ao bombardeio de anteontem.