10 de julho de 2026
Polícia

Homem é preso e confessa crime, porém, contraria a versão policial

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 3 min

Marcelo Willian Domiciano Silva Júnior, 21 anos, vulgo “Marcelinho”, foi detido na madrugada de ontem enquanto trafegava pela rua Samuel Casali, no Parque Jaraguá. Com um mandado de prisão preventiva em seu nome, o indivíduo foi ouvido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e assumiu a responsabilidade pelo homicídio de Claudinei Aparecido Rosa, ocorrido no dia 3 de julho deste ano.

Durante patrulhamento de rotina no Parque Jaraguá, uma equipe da Polícia Militar (PM) abordou um veículo Chevette branco no qual estavam três indivíduos. Ao realizar a abordagem padrão, os policiais verificaram que um dos integrantes do carro, Marcelinho, tinha um mandado de prisão preventiva expedido em seu nome por ser suspeito de um assassinato.

Com isso, o rapaz foi encaminhado para a DIG de Bauru. No local, Marcelinho foi interrogado pelo delegado Cledson do Nascimento, responsável pelo caso. Segundo o delegado, o suspeito confessou ter matado Claudinei à facadas mas afirmou ter agido sozinho, versão oposta à apresentada pela investigação.

“Ele disse que cometeu o homicídio porque Claudinei teria furtado uma máquina de lavar de sua casa. De acordo com o depoimento, a vítima teria inclusive confessado que tinha praticado o furto, respondendo com ironia sobre o assunto. Por conta disso, Marcelo ficou irritado e decidiu matar Claudinei”, informou Nascimento.

No depoimento, Marcelinho disse que avistou a vítima em um bar próximo à casa de seu pai e acompanhou a movimentação de Claudinei, seguindo-o até os fundos da borracharia onde o crime foi cometido. “Isso contradiz a versão policial que identifica a possibilidade da vítima ter sido atraída até o local”, ponderou o delegado.

Segundos os relatos do suspeito, ele cobrou novamente Claudinei em relação à maquina de lavar furtada e após receber outra resposta irônica foi até a cozinha da casa de seu pai, pegou uma faca de lâmina grande e retornou ao local para encontrar a vítima. “Claudinei estava sentado e o Marcelo desferiu uma facada no pescoço dele. Posteriormente desferiu mais duas no peito da vítima e passou a golpeá-la até perceber que estava sem vida”, revelou Nascimento.

Depois de cometer o assassinato, Marcelinho disse que arrastou o corpo até a vala próxima a um lixão e desfez-se da arma do crime em um riacho. Para não ser encontrado, o suspeito passou a alternar seus endereços, tendo morado na casa do pai, de amigos e transferindo sua residência para Curitiba, no Paraná. “Voltou há cerca de dois meses para Bauru e foi capturado”, completou.

O suspeito foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e o processo relativo à morte de Claudinei Aparecido Rosa está em andamento. De acordo com o delegado Nascimento, resta localizar da esposa de Marcelinho para ouvir a versão dela sobre o crime e conseguir encerrar o inquérito.

O delegado responsável pelo caso destacou que o outro suspeito envolvido com o homicídio também está preso no CDP da cidade aguardando o andamento do processo. A acusação defendida pelos policiais disserta sobre homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.