09 de julho de 2026
Nacional

Cresce pressão por mínimo de R$ 600

Folhapress
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Brasília - Enquanto centrais sindicais e associações de aposentados pressionam o Legislativo por um reajuste de R$ 580,00, a oposição intensifica o lobby no Congresso Nacional para fixar o valor em R$ 600,00.

Na tarde de ontem, lideranças da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) se reuniram com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e com o vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para reivindicar o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 510,00 para R$ 580,00.

A proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso prevê o mínimo em R$ 538,15. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse anteontem que um reajuste que leve o salário mínimo acima de R$ 540,00 dependeria de uma decisão política.

De acordo com a pasta, a cada aumento de R$ 1,00 no salário mínimo, o impacto no orçamento é de R$ 286,4 milhões. “O Paulo Bernardo está olhando o Brasil com olhos de 2009”, alfinetou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, em referência à pequena variação negativa do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado.

O parlamentar apresentou duas emendas ao relatório preliminar do Orçamento de 2011: uma delas fixa o salário mínimo em R$ 580,00; a outra defende a correção das aposentadorias acima do mínimo em 80% do índice utilizado para correção do benefício. A proposta original do governo não prevê nenhum reajuste para as aposentadorias.

Mínimo de R$ 600

O líder do Democratas na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), também apresentou à Comissão Mista de Orçamento uma emenda para garantir o valor do mínimo em R$ 600,00. O reajuste do mínimo foi uma das principais bandeiras de campanha de José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto.

A emenda do democrata aproveitou o aumento de previsão da receita para 2011 para destinar mais recursos para o aumento do salário mínimo. Bornhausen apresentou ainda um projeto de lei que fixa o mínimo em R$ 600,00 a partir de 1 de janeiro. A proposta foi entregue anteontem à mesa da Câmara e terá tramitação normal na casa.