10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa reduz perda com anúncio do Fed e melhora em NY; dólar sobe para R$ 1,709


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A Bovespa bem que tentou virar o jogo na última hora de negócios sintonizada com as bolsas norte-americanas, que migraram para o lado positivo após a notícia de que o Federal Reserve vai comprar US$ 105 bilhões em Treasuries nos próximos 30 dias. Desse total, US$ 75 bilhões fazem parte do programa de recuperação da economia anunciado no começo do mês e os US$ 30 bilhões restantes já haviam sido anunciados em agosto. A notícia é boa porque esse recursos devem alimentar a cambaleante economia dos EUA.

No entanto, o anúncio do Fed assim como os indicadores econômicos benignos apresentados nos EUA logo cedo não apagaram a cautela com o que pode sair da reunião de cúpula do G-20 que começa amanhã em Seul. E a Bovespa acabou se deixando contaminar pela hesitação do índice Dow Jones e fechou em baixa de 0,06%, aos 71.638,38 pontos, o que não foi de todo um desempenho ruim considerando-se que na mínima do dia chegou a cair 1,13%, voltando momentaneamente à faixa dos 70 mil pontos.

Em Nova York, às 18h26 de ontem, o Dow Jones cedia 0,02%, enquanto o S&P 500 subia 0,28% e o Nasdaq avançava 0,48%. Na Bovespa, que passou o dia grudada em Nova York, o setor bancário esteve na berlinda, especialmente os bancos menores depois do anúncio do aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no Banco Panamericano, controlado pelo Grupo Silvio Santos. As ações do Panamericano, que ficaram em leilão durante toda a primeira hora do pregão, desabaram 29,54% e estiveram entre as mais negociadas da Bolsa. Em nota a imprensa divulgada à tarde, o Panamericano informou que com o aporte de R$ 2,5 bilhões passa a contar com caixa de R$ 3,8 bilhões. Esse total, diz o banco, “cobre com bastante folga todos os seus compromissos e mantém a solvência e segurança da instituição com tranquilidade”.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,61%

Ganho líquido/30 dias: 0,67%

Pela taxa média de 10,60% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,84% e líquido de 0,67%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,53% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,68% e líquida de 0,54%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: queda de 0,06%

Volume: R$ 7,31 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sofreu uma ligeira desvalorização de 0,06%, aos 71.638,38 pontos e com um volume financeiro de R$ 7,31 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 0,01% e o índice Nasdaq teve uma valorização de 0,54%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 84,50

Variação: alta de 3,17%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro encerrou o dia de ontem negociado a R$ 84,50, com uma valorizaçãod e 3,17%.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,404,26, alta de 0,52% às 18h52 de ontem.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,709

Variação: alta de 0,59%

O dólar comercial terminou a quarta-feira com uma valorização de 0,59%, valendo R$ 1,708 na compra e R$ 1,709 na venda. O dólar paralelo apresentou uma alta de 0,54%, negociado a R$ 1,770 na compra e a R$ 1,870 na venda. O dólar turismo recuou 0,72%, cotado a R$ 1,687 para a compra e a R$ 1,800 para a venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro fecharam a R$ 1,714,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,38%. O Índice Bovespa Futuro subiu 0,07% aos 72.250 pontos, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 10,65% e 11,53%, respectivamente.