10 de julho de 2026
Internacional

Opositores abandonam sessão, e governo no Iraque começa frágil


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Bagdá - Oito meses após eleições parlamentares que jogaram o Iraque num vácuo de poder, as forças políticas do país chegaram a acordo para formar um novo governo.

O acerto preserva a divisão de poder e mantém o premiê Nuri al Maliki no cargo.

Após pressões dos EUA, a coalizão do ex-premiê Iyad Allawi, apoiada pela minoria sunita (40% da população) e que obteve a maior bancada no pleito de março, aceitou integrar um gabinete liderado por Maliki.

Em troca, ganhou controle da futura Comissão Nacional de Segurança.

Maliki, líder da segunda força no Parlamento, havia conquistado espaço para manter-se no governo ao receber o apoio da xiita Aliança Nacional Iraquiana, terceira bancada mais numerosa.

O acordo, no entanto, tende a ser marcado pela instabilidade. Ontem, na primeira sessão após o entendimento, Allawi e 56 membros de sua bancada deixaram o Parlamento em protesto contra a rejeição de uma medida que era defendida pelos sunitas.

Ele e seus aliados queriam que fossem invalidadas medidas contra sunitas acusados de envolvimento com o Baath, sigla do ex-ditador Saddam Hussein.

Apesar do protesto, parlamentares aprovaram o sunita Osama al Nujaifi para presidir a Casa e reconduziram o curdo Jalal Talabani ao cargo de presidente - ambos já como parte do novo acordo.

Persistem ainda indefinições quanto a qual será a divisão de poderes no segundo escalão, particularmente o que caberá à Aliança Nacional Iraquiana. Tampouco se sabe que poderes terá a Comissão Nacional de Segurança, criada para contemplar o bloco sunita.

A resolução do impasse, ainda que recoberta de dúvidas, é um alívio para os EUA, embora Washington tivesse preferência por Allaw