09 de julho de 2026
Regional

Projeto rejeitado esquenta Câmara

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos – A votação de um projeto de lei na Câmara Municipal de Agudos (13 quilômetros de Bauru) provocou mal estar entre os vereadores na sessão ocorrida na manhã de ontem. O projeto em questão estabelecia a criação de uma Rede Social do Município e foi recusada por cinco votos a quatro.

Depois da votação, houve um princípio de confusão entre as partes contrárias. O clima foi tão tenso que, até mesmo os vereadores Auro Aparecido Octaviani e Maria Antônia da Silva, ambos do PMDB, acabaram discutindo por terem votado em direções opostas.

De acordo com o presidente da Câmara, Nelson Assad Ayub (PP), favorável ao projeto de lei, caso fosse aprovado a matéria criaria uma rede vinculada à Secretaria de Promoção Social, que cuidaria de vários assuntos, como captação de recursos sociais e até mesmo repasse de imposto de renda a entidades do município.

Segundo o vereador Edersom Roberto Mainini (PT), que votou contra a proposta, o temor dos vereadores é estabelecido o projeto desse poderes a quem assumisse a rede social, inclusive possibilitando a interferência em outras secretarias.

“O entendimento dos vereadores que votaram contra é de que a criação desta nova rede social iria dar amplos poderes a quem assumisse. Muitos especulavam que o ex-prefeito da cidade, Carlos Octavini, seria quem assumiria e poderia utilizá-lo igual ao polêmico cargo de gerência da cidade, no ano passado”, aponta Mainini.

Em 2009, José Carlos Octaviani (PMDB) ocupava o cargo de gerente da cidade. No mesmo ano, o cargo foi extinto pelo Ministério Público (MP) pois o órgão considerou que substituía as funções de prefeito e, por isso, apresentava suposta ilegalidade e inconstitucionalidade. Octaviani recebia R$ 10 mil no exercício da atividade.

O presidente da Câmara de Agudos, Nelson Sayd, afirmou que o medo de que a polêmica rede social possibilitasse um cargo semelhante ao assumido pelo ex-prefeito no passado era infundado. Segundo ele, se o projeto de ontem fosse aprovado, a rede não teria influência alguma sobre quaisquer pastas e não criaria cargos novos, aproveitando somente o corpo de funcionários já existente.