09 de julho de 2026
Regional

Duas sem-terra reclamam de reintegração em Pederneiras

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 1 min

Pederneiras – Duas militantes da Federação da Agricultura Familiar (FAF) reclamaram de como foi conduzida a reintegração de posse da fazenda Faxinal, localizada na zona rural da cidade de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), na última terça-feira.

De acordo com Márcia Cristina Lopes e Clarisse Pedro Gusmão, além de divergências no número que foi passado pela polícia de pessoas que ocupavam a área, foram ouvidos tiros durante a ação.

“Não eram 40 pessoas como foi noticiado. Havia 70 famílias e mais de 120 pessoas. E também ouvimos tiros, que, inclusive assustaram as crianças”, conta Márcia.

De acordo com o comandante da reintegração, o major Reginaldo de Souza Braga, nenhuma arma de fogo foi disparada. “O que ocorreu foi um treinamento de munição química. Após dar início ao processo de reintegração e não ter havido nenhum problema, a Força Tática fez esse treinamento a uma distância de 1.500 a 1.800 metros de onde ocorria a reintegração. Esse barulho pode ter sido confundido”.

As militantes ainda reclamam da precariedade dos caminhões que são oferecidos pelos proprietários para que a reintegração seja feita. “Muitas vezes, eles mandam tratores ou caminhões sem as mínimas condições. Dessa vez, muita coisa nossa caiu pela estrada”, conta a militante do FAF Clarisse Gusmão. No mesmo dia da reintegração, as 70 famílias foram para o assentamento Terra Nossa, em Pederneiras. Porém, como o espaço era pequeno, os sem-terra fizeram uma nova ocupação na fazenda 2N, que fica nas proximidades do local.