• “Dias contados”
O editor da rádio Auri Verde (760 AM) Nivaldo José, jornalista de política muito bem informado, apurou ontem que o presidente do DAE, Rafael Ribeiro, estaria em situação dificílima e “com os dias contados” na autarquia, segundo noticiou ontem, no Vanguardão. Segundo Nivaldo, ele teria inclusive um pedido de exoneração já redigido para entregar a qualquer momento ao prefeito.
• Muitas explicações
As recentes reportagens mostrando uma série de problemas administrativas e dúvidas na condução de vários processos, veiculadas pelo JC, colocam o presidente do DAE no mínimo em situação de ter de dar explicações à sociedade e ao prefeito. Vale lembrar que o advogado Rafael Ribeiro está no comando do DAE como parte da cota do PR no governo.
• Controle é do PR
O PR, que fez parte da coligação que elegeu Rodrigo Agostinho (PMDB), tem ainda o controle da Secretaria da Saúde, através do médico Fernando Monti, irmão do deputado federal reeleito por São Manuel e região, Milton Monti, um dos líderes nacionais de seu partido. Naturalmente, se Rafael não resistir no cargo, o PR indicaria o sucessor. É assim que funciona na política.
• Canetas e broches
Através de sua editoria de política, o JC ainda analisa uma série de outros procedimentos do DAE, analisa documentos, informações sigilosas e fotografias para tornar público o que possa destoar das regras da boa administração pública. Esse papel vital de investigar da imprensa incomoda algumas pessoas, que inclusive andam com canetinhas e broches indiscretos na camisa. O que elas não sabem é que o efeito é o contrário.
• Fusão de partidos
Na romaria que fizeram a Bauru nos últimos dias, o prefeito Rodrigo Agostinho e o secretário das Administrações Regionais (Sear), Ricardo Oliveira, que também é presidente do PTB local, ouviram de gente grande que a fusão entre PMDB e DEM caminha a passos largos. Com isso, o PMDB ficaria com a maior bancada de deputados do Congresso.
• Para ‘falar grosso’
Mesmo que alguns deputados não concordem com a junção das legendas e deixem os partidos (neste caso não seria infidelidade partidária), o PMDB ainda assim seria uma força numérica maior do que já é. Na barganha com o futuro governo federal de Dilma Rousseff, o partido de Michel Temer falaria muito mais grosso, principalmente na hora da divisão de cargos. Mais uma vez temos de dizer: é assim que funciona na política...
• Não custa sonhar
Se assim for, para Bauru restaria a expectativa, ainda que um tanto poliânica, de acreditar que sendo o vice-presidente da República do mesmo partido do prefeito e o PMDB tendo toda esta força, a conquista de recursos federais poderia ser facilitada, como nunca. Sem nos esquecermos que a vice-prefeita, Estela Almagro, é do PT, partido da presidente eleita.
• “Estranhamento”....
Por sinal, o estranhamento entre a vice e o prefeito ainda não terminou. A conquista dos Jogos Abertos lançou uma cortina de fumaça. Mas as conversas ainda vão render nas próximas semanas. Esperamos que seja para o bem de Bauru. É o que importa e este é (ou deveria ser) o sentido nobre da política de alianças.