08 de julho de 2026
Nacional

Cresce união de mais velhas com jovens


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Rio - O casamento entre mulheres mais velhas e homens mais jovens está se tornando mais popular. Segundo a pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2009”, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casamentos entre solteiros com esse perfil de união já somam 23% do total. Em 1999, eles representavam 19,3%.

Segundo o IBGE, o maior volume de casamentos entre mulheres mais velhas e homens mais jovens ocorreu na faixa etária de mulheres de 25 a 29 anos (33,9%). De acordo com Adalton Bastos, gerente da pesquisa, os resultados mostram que o preconceito em relação a este perfil de união está em queda. “O conceito sobre qual é a idade certa do homem ou da mulher para o casamento está deixando de existir”, disse.

Os casamentos entre solteiros ainda são maioria no país. Eles representam 82,4% do total. Apesar disso, nos últimos anos houve um aumento dos chamados “recasamentos” (uniões que envolvem ao menos uma pessoa divorciada ou viúva). Em 1999, esse tipo de união representava 10,6% do total. No ano passado, esse patamar era de 17,6%.

Uniões formais entre mulheres divorciadas e homens solteiros foram mais frequentes em Goiás (5,8%), Rio de Janeiro (5,6%) e Mato Grosso do Sul (5,6%).

Bastos destaca que a emenda à Constituição promulgada em julho deste ano para instituir o divórcio direto e sem prazo deve contribuir para um aumento ainda maior do número de recasamentos na próxima edição da pesquisa. “As pessoas não precisam mais esperar para casar outra vez”, disse.

No ano passado, a taxa de separações ficou estável em 0,8 por mil habitantes com 15 anos ou mais. A taxa de divórcios teve leve queda e passou de 1,5 para 1,4 por mil habitantes.

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Filhos a partir dos 30

Rio - A pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2009” mostra que mais mulheres estão deixando para ter filhos a partir dos 30 anos. Segundo Adalton Bastos, gerente da pesquisa, essa tendência é mais acentuada nas regiões Sul e Sudeste e DF.

A análise dos dados dos últimos dez anos dos registros de nascimento de acordo com a idade da mãe da criança mostram que a participação na faixa de 15 a 19 caiu de 20,6% em 1999 para 18,2% no ano passado. Na faixa etária de 30 a 34 anos, o percentual aumentou de 14,8% em 1999 para 16,8% no ano passado.

Para Bastos, gerente da pesquisa, a mudança reflete aspectos como o aumento da presença feminina no mercado de trabalho, aumento da qualificação profissional e avanços da medicina.

Em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal o volume de nascimentos do grupo de mães de 30 a 34 anos já supera os registrados na faixa de 15 a 19 anos. Em São Paulo, o percentual de registros de nascimentos feitos por mães entre 30 e 34 anos foi de 19,8%. Na faixa de 15 a 19, ele ficou em 14,8%.

Mais de 25% das mulheres grávidas no país em 2009 procuraram hospitais em outros municípios para fazer o parto. Segundo Bastos, os resultados sinalizam a estrutura hospitalar insuficiente em parte das cidades do país.

Entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, os maiores percentuais de nascimentos ocorridos em hospitais fora do município de residência da mãe foram verificados em Contagem, em Minas Gerais, (73,3%),

Em São Paulo, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, os maiores percentuais foram registrados em São Bernardo do Campo (38,1%), Osasco (36,4%), Santo André (25,7%) e Guarulhos (19,5%).