11 de julho de 2026
Internacional

Sunitas rejeitam acordo no Iraque e políticos tentam salvar coalizão

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Bagdá - Os árabes sunitas rejeitaram ontem o acordo anunciado na véspera para a divisão do poder e formação de governo no Iraque e políticos tentam agora salvar o acordo que encerrará oito meses de impasse no país.

O ex-premiê Ayad Allawi, líder do bloco Iraqyia, que incluiu os sunitas descontentes, afirmou à rede de TV CNN que o acordo está morto. “Esta é uma nova ditadura acontecendo no Iraque”, disse Allawi, xiita secular.

Nas eleições de 7 de março, a aliança xiita com apoio sunita Iraqiya, de Iyad Allawi, saiu com com 91 das 325 cadeiras do Parlamento. Logo atrás, a exclusivamente xiita Estado de Direito, de Maliki, obteve 89 cadeiras. A também xiita Aliança Nacional Iraquiana (ANI) obteve 70 cadeiras e outras 43 ficaram com a aliança curda. Eram necessárias 163 cadeiras para um governo sem coalizão.

Em sessão anteontem, os legisladores conseguiram eleger o sunita Osama al Nujaifi como líder da Câmara, mas logo em seguida vários membros do bloco de Allawi deixaram a sessão, antes da votação para presidente do país - cargo que ficou com o curdo Jalal Talabani, já que ainda havia quorum suficiente. O xiita Nouri Al Maliki vai continuar como premiê. O acordo inclui ainda um poderoso Conselho Nacional de Políticas Estratégicas, que seria liderado por Allawi e vigiaria o governo de Al Maliki.