11 de julho de 2026
Nacional

TJ manda a júri popular casal que impediu transfusão em filha

Folhapress
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São Paulo - Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu ontem levar os pais de Juliana Bonfim da Silva, 13 anos, e o médico da família a júri popular pela morte da garota, ocorrida em 22 de julho de 1993, em um hospital de São Vicente, litoral de SP. O advogado de defesa vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão.

Testemunhas de Jeová, a mãe Ildelir Bonfim de Souza, o pai, Hélio Vitória da Silva, e o médico José Augusto Faleiros Diniz, teriam invocado a religião para impedir uma transfusão de sangue que poderia salvar a vida da menina.

A decisão foi tomada por três votos a dois. Os desembargadores que votaram pela absolvição dos acusados foram Nuevo Campos e Souza Neri. Já os desembargadores Roberto Midola, Sérgio Rio e Francisco Bruno votaram para que eles fossem levados a júri.

Juliana sofria de anemia falciforme e morreu em decorrência de complicações. “Os médicos do hospital eram absolutamente autônomos para agir diante do iminente risco de vida da paciente”, afirma Alberto Zacharias Toron, advogado dos pais da garota antes da decisão.