Roma - O primeiro-ministro Silvio Berlusconi, cansado de passar pela estátua de Marte sem pênis e de Vênus sem braços ao entrar no Palácio Chigi, sede do governo italiano, resolveu devolver os membros às esculturas, apesar das regras de restauração estritas do país.
O grupo de estátuas de mármore, instalado desde fevereiro no pórtico de honra do Palazzo Chigi, ainda recebeu outro tratamento pouco ortodoxo: um fundo azul muito kitsch, escolha do arquiteto pessoal do “Cavaliere”, Mario Catalano.
Datando de 175 depois de Cristo e encontrada em 1918 em Ostia, perto de Roma, o grupo de esculturas representa o deus da Guerra com os traços do imperador Marcos Aurélio e a deusa do Amor com os de sua mulher Faustina.
A restauração - que não seguiu a técnica tradicional, segundo o “La Repubblica - custou cerca de 70 mil euros (R$ 163 mil).