09 de julho de 2026
Política

Escola entregue em 2008 já terá reforma

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) José Francisco Júnior, no Jardim Progresso, foi inaugurada em dezembro de 2008, mas já vai passar por reforma. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a obra é necessária para adequação da escola, que passará a receber 100 alunos a mais. A questão é que a unidade foi construída há apenas dois anos vinculada a um projeto integrado que dobrou o custo do investimento na comparação com uma unidade tradicional.

Mas o atual governo, que assumiu em janeiro de 2009, não deu seguimento ao projeto dos centros integrados. A prefeitura ergueu a estrutura física no governo Tuga, mas o projeto pedagógico ficou na promessa, por falta de pessoal. Assim, ao invés de implantar o Cemi, o atual governo dividiu as unidades concebidas neste formato em unidades normais.

O argumento para a adequação na unidade é o de que, por determinação federal, o ensino fundamental passou a ter nove anos de duração, englobando o antigo pré que pertencia ao ensino infantil. De acordo com a pasta, outras unidades também terão que ser ampliadas.

A unidade foi construída inicialmente para ser um Centro de Educação Municipal Integrado (Cemi), que receberia alunos do ensino infantil e fundamental para atendimento em período integral. O custo da obra foi de cerca de R$ 2 milhões, já que se tratava de um projeto diferenciado – uma escola “normal” custa cerca de R$ 1,2 milhão. Porém, a unidade nunca funcionou seguindo o seu projeto original.

Ao invés de atendimento integral, o imóvel abrigou duas unidades. Uma é a Emef José Francisco Júnior que atende cerca de 400 alunos, em sete turmas em cada turno. Pela manhã, atuam 13 professores para 198 estudantes. Já durante à tarde, são 15 professores e 203 crianças. Ao lado, na mesma área de influência, funciona a Escola Municipal de Educação Infantil Integrada (Emeii) Dalva de Freitas Ferraz Costa, onde estudam 133 crianças em sete turmas, com oito professores.

E mesmo sendo um imóvel novo, com apenas dois anos de uso, ele já passará por intervenção. Conforme o publicado no Diário Oficial de Bauru (DOB), a Negrão & Negrão Construtora LTDA foi contratada por R$ 308 mil para reformar e ampliar o prédio, segundo o projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan).

Argumentos da prefeitura

De acordo com a diretora do departamento de unidades escolares, Elisabete Pereira, a medida não foi tomada para reparar possíveis erros na execução da obra inicial, mas para adequar a estrutura para atender os novos alunos que serão absorvidos pela educação fundamental. Segundo ela, o imóvel abrigará quatro novas turmas de primeiro ano, o antigo pré, totalizando 100 alunos.

Elisabete explica que por ser uma unidade nova, a Emef José Francisco Júnior não passará por ampliação, assim como a Emef Claudete da Silva Vecchi – que também foi construída para ser um Cemi. As duas serão adequadas. Segundo a diretora, a primeira unidade terá o seu almoxarifado ampliado, o acesso à quadra fechado e o laboratório reformado. “As demais Emefs passarão por ampliações. É preciso aumentar o espaço físico das escolas, para atender a nova demanda”, pontua.

De acordo com Elisabete, anualmente as 16 escolas de educação fundamental da rede municipal recebem 2,5 mil novos alunos. “Eles são oriundos das mais de 60 escolas municipais de ensino infantil, as 24 unidades conveniadas e também alunos que deixam a rede particular”, pontua.

Para garantir vagas a todos os estudantes de 1º a 9º ano, a educação fundamental é compartilhado com a rede estadual. Porém, a diretora afirma que com as obras de ampliação das unidades, a expectativa é dobrar a oferta de vagas na rede municipal em 2012.