11 de julho de 2026
Política

Internet via rádio para educação vai custar R$ 2,6 milhões

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Integrar todas as Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emei) ao sistema da Prefeitura de Bauru custará R$ 2,6 milhões aos cofres públicos. A empresa FTD Comunicação de Dados Ltda foi contratada para instalar sistema de conexão de Internet via rádio em 63 unidades de educação e outros quatro endereços da Secretaria Municipal de Saúde. Os equipamentos e a tecnologia adquirida ficarão com o município após o encerramento do contrato.

De acordo com Richard Gebara, assessor técnico de informática, a prefeitura contratou a empresa para instalar toda a estrutura de interligação de rede das unidades de ensino infantil. As escolas de educação fundamental já contam com a estrutura desde 2008.

Segundo o edital para a contratação do serviço, a FTD ficará responsável por fornecer e instalar equipamentos para a rede interna de comunicação via rádio. Ela também terá que fornecer configurações, suporte técnico, manutenção, elaboração e entrega de projeto técnico definitivo para a rede.

Gebara explica que após a implantação do serviço as unidades de ensino infantil passarão a se comunicar com outras secretarias. “Irá agilizar o dia a dia das escolas. Não será mais necessário imprimir um documento e sair lá da unidade para entregá-lo na Educação”, observa o assessor. Cada servidor terá uma identidade e senha para poder acessar a rede interna. Outra facilidade do sistema, defende Gebara, é a possibilidade de solução de problemas online, sem precisar se deslocar à unidade.

A expectativa é que o sistema esteja em operação já no segundo bimestre do ano que vem. “Pode ser que atrase, por conta de problemas com o tempo. Como a instalação envolve rede elétrica, instalação de antenas, não seria prudente colocar as pessoas em risco em caso de mau tempo”, pondera. Ainda assim, Gebara destaca que os trabalhos devem começar em breve.

Além disso, ele pontua que a prefeitura terá a assistência da contratada. “Pelo contrato, qualquer problema que ocorrer ficará a cargo da empresa contratada. Até a disponibilização de equipamentos reservas está previsto”, observa.

Gebara ressalta que a intenção da prefeitura é gerenciar o próprio sistema. Para isso, está montando uma equipe para atuar com tecnologia da informação. “Enquanto ainda não temos o quadro de profissionais completo e a rede em funcionamento, vamos contratar a empresa para isso”, observa.

Ele lembra que a tecnologia contratada ficará com a prefeitura após o encerramento do contrato. “Não só os equipamentos, mas todo o sistema de gestão. Se tiver a necessidade de adquirir um licenciamento, ele ficará com o município depois que a empresa for embora”, pontua.

O setor patina há dois anos na tentativa de informatizar a prefeitura. Gebara justifica que os resultados não aprecem de imediato. “Estamos terminando o pré-projeto de interligação por fibra ótica”, afirma. “Muito do que fazemos agora é pensando no que virá no futuro. Se fazemos uma instalação em um ponto é porque em breve ela estará ligada com outro em pouco tempo”, observa.