09 de julho de 2026
Regional

Estação ferroviária de Botucatu se transformará em Casa da Juventude

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A estação ferroviária de Botucatu vai ganhar um novo layout e passará abrigar a Casa da Juventude, um espaço com multimídia, atendimento social e psicológico. O restauro vai custar cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos municipais e faz parte da primeira etapa da ocupação da área pertencente à União e cedida recentemente ao município.

Para os oito hectares da ferrovia, a prefeitura traçou planos a curto, médio e longo prazo. Com a ajuda da iniciativa privada, pretende-se construir um parque temático para abrigar ‘lembranças’ da ferrovia que foi o motor propulsor do desenvolvimento do município no auge do café. Colocar a Maria Fumaça para ‘viajar’ com turistas e tantas outras coisas fazem parte dos ‘sonhos’.

A área foi cedida pelo prazo de 20 anos para o município. “A cessão provisória possibilita usar recursos da prefeitura na recuperação e conservação dos prédios que somam mais de 20. Existe impedimento legal em usar recursos em patrimônio federal. Com a cessão de uso podemos intervir nesses prédiose dar nova vida a eles”, explica o secretário do Planejamento de Botucatu, Carlos Eduardo Colenci.

De acordo com ele, os anos de abandono dos imóveis garantiram a depredação. “Os imóveis estão em estado deprimente. Incêndio e vandalismo tornaram os locais próprios para prostituição e uso de drogas”. A destinação contou com a anuência da população, consultada por audiências públicas. “A população optou pelo parque temático, um espaço cultural com ciclovias, área de lazer e claro, um museu ferroviário municipal/ estadual. Este é o projeto arquitetônico que estamos desenhando.”

A possibilidade de resgatar o trem turístico é uma proposta que ainda está sendo encaminhada. “A viagem seria de Botucatu a Cesar Neto e Botucatu a Unesp, algo em torno de 15 quilômetros. Há paisagens maravilhosas para serem vistas, inclusive os túneis. Tem muitos atrativos, a Maria Fumaça por si só já é um atrativo.”

Outra possibilidade, mais a longo prazo, é transformar essa faixa da ferrovia em veículo de transporte leve que é um transporte coletivo ecologicamente correto de custo mínimo. “Esse meio de transporte é chamado de metrô de superfície. A implantação tem custo alto, por isso vamos fazer o planejamento para 20 anos.”

A primeira etapa é restabelecer a antiga estação. Criar condições de uso mínimo com a Casa da Juventude. “É um prédio centenário que pegou fogo. Fizemos o restauro do telhado. As secretarias Social e da Saúde irão ocupar esse equipamento público destinado aos jovens. Já temos o recurso para início das obras.” A verba para a execução da segunda etapa do projeto ainda não está levantada. “A 1.a etapa a prefeitura está bancando, na fase seguinte, vamos buscar auxílio da iniciativa privada e dos governos estadual e federal. A criação do plano diretor de ocupação é a maneira de organizar a situação a ser implantada ao longo dos anos.”