10 de julho de 2026
Internacional

Estados Unidos descartam acabar com revista corporal de passageiros


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Washington - Autoridades de segurança interna dos Estados Unidos não pretendem desistir de submeter passageiros aéreos a revistas corporais, apesar das reclamações de que esse procedimento viola a privacidade e a despeito da preocupação crescente suscitada pela questão no Congresso.

Ontem, com o início da temporada de viagens de férias, John Pistole, chefe da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), reconheceu que as revistas em estilo policial, feitas como alternativa ao escaneamento ou além deste, podem ser inesperadamente invasivas.

“É algo invasivo, incômodo”, disse John Pistole. Mas o chefe da Administração de Segurança nos Transportes destacou que a segurança mais intensa, que inclui o uso mais amplo dos controversos escaneadores de corpo inteiro nos aeroportos, previsto para começar até o final do ano, é necessária para mitigar riscos de terrorismo.

Com pilotos sendo autorizados a portar armas e com as cabines reforçadas contra ameaças de sequestro, medidas que começaram após os ataques de 2001 em Nova York e Washington, nos últimos anos o escaneamento vem sendo voltado à detecção de possíveis complôs com bombas empregando explosivos sofisticados, difíceis de ser detectados.

Pedindo vigilância, membros da administração Barack Obama apontaram para as tentativas de explodir bombas em aviões de carga com destino aos Estados Unidos, no mês passado, e à tentativa de explodir um avião da Delta Air Lines que viajava para Detroit no Natal do ano passado.

O grupo Al Qaeda na Península Arábica, do Iêmen, reivindicou as duas conspirações.

Estados Unidos descartam acabar com revista corporal de passageiros

Equilíbrio

A secretária de Estado Hillary Clinton disse achar que a vigilância é necessária, mas pediu precisão para “chegar ao ponto de equilíbrio correto” entre segurança e os interesses dos passageiros.

Há quem acredite que o excesso de vigilância, especialmente no final do ano, pode provocar muitos atrasos nos aeroportos