09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Alta do algodão não deve afetar comércio

Por Bruna Dias | Com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O preço do algodão teve, em 2010, sua maior alta nos últimos 14 anos. De acordo com pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o aumento já chega a 110%. A boa notícia para quem não abre mão de comprar roupas novas para as festas de final de ano vem do presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC) de Bauru, Luiz Otaviano Machado. Segundo ele, essa alta não deve afetar diretamente os consumidores ainda neste ano.

“Os fornecedores já nos avisaram de que vai haver um aumento, mas nós não sabemos ainda de quanto. Esse repasse não deve influenciar nas compras de final de ano já que os lojistas fazem suas encomendas para o período de festas ainda no meio do ano. Esse estoque é vendido no fim do ano. Se ele deixar para comprar em cima da hora, corre o risco de não chegar a mercadoria, por exemplo”.

Segundo dados do Cepea, ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o preço da libra/peso do algodão - medida referente a 456 gramas - chegou a R$ 2,8567 neste mês. A expectativa da Associação Brasileira de Indústria Têxtil (Abit) é de que artigos de vestuário como o jeans, que têm como matéria-prima o algodão, fiquem até 30% mais caros.

“Em 2004 aconteceu o que está acontecendo agora, então o preço subiu expressivamente no mundo todo, como observamos também este ano. Naquele momento a produção mundial subiu e a demanda não acompanhou, então os preços começaram a cair”, observa Lucílio Alves, pesquisador do Cepea.

Demanda

Esse momento se tornou ainda mais crítico com a crise financeira mundial em 2008. “Naquele ano a demanda caiu expressivamente. No mercado interno, abril de 2009 foi o mês em que o produtor de algodão no Brasil recebeu o menor preço dos últimos tempos. Numa situação como essa, quem podia plantar outros produtos optou pelos de bom preço, como a soja. Em seguida a demanda se recuperou, e com uma oferta restrita, os estoques vão sendo consumidos e consequentemente os preços sobem”, explica o pesquisador.

Na Abit, ninguém estava disponível ontem para conceder entrevista à equipe de reportagem do Jornal da Cidade, segundo a assessoria de imprensa.

Para Luiz Otaviano Machado, esse repasse não deve refletir significativamente no comércio da cidade ainda neste ano, mas sim em 2011, já que os comerciantes preparam esse estoque de produtos entre junho e julho de 2010.

Assim como o presidente da AEC, o comerciante Cássio Carvalho, proprietário de lojas especializadas em vestuário masculino, também aponta para um fim de ano sem alterações de preços para o consumidor final.

“Isso não deve acontecer este ano. Nós já estamos sabendo da situação, mas se houver mesmo esse repasse será o ano que vem. As compras para o fim deste ano já foram feitas em agosto e setembro”, destaca.

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Horário

especial a partir do dia 3

Como algumas lojas do comércio da área central de Bauru ficarão abertas até as 22h a partir do dia 3 de dezembro, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) terá esquema especial de limpeza e também das linhas de ônibus urbanos nesse período.

Portanto, a autarquia estará monitorando as linhas do sistema de transporte coletivo para que atendam os usuários em caso de aumento da procura. As empresas operadoras do sistema estarão autorizadas a implantar quantos carros extras forem necessários para suprir a demanda.

Os horários podem ser acessados através do site www.emdurb.com.br. Outras informações sobre o transporte coletivo podem ser obtidas ainda pelo telefone (14) 3233-9054.

Já para a limpeza do Calçadão e transversais no período em que o comércio permanecer aberto à noite, a Emdurb manterá as equipes de varrição, segundo informado ontem.