A Prefeitura Municipal de Bauru iniciou ontem a reforma do Bosque da Comunidade, localizado na Jardim Dona Sarah. O espaço não recebia grandes obras há mais de 7 anos e a previsão de entrega das melhorias está planejada para o final de janeiro de 2011. O primeiro serviço realizado na área verde foi a instalação de novos portões. Ontem, a Secretaria de Obras corrigiu a entrada da rua João Abo Arrage e hoje será a vez do portão da rua Engenheiro Saint Martin ser colocado.
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Segundo Sidnei Rodrigues, diretor do departamento de ações e recursos ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), a instalação dos portões é apenas o início do processo de restauração do Bosque da Comunidade.
“Começamos pelas entradas e vamos mexer no chafariz, pista de caminhada, parque infantil e iluminação, além de planejar a retirada de raízes que estão expostas”, destacou Rodrigues, ao definir o final de janeiro de 2011 como prazo para a conclusão da reforma.
Sobre possíveis mudanças na estrutura do espaço verde do Jardim Dona Sarah, o diretor da Semma informou que não foram criados projetos com essa intenção. “Vamos cuidar apenas da restauração”, explicou.
Rodrigues disse que o chafariz será pintado e uma nova bomba hidráulica instalada para a atração voltar a funcionar, o parquinho receberá mais terra e restauração nos brinquedos, os bebedouros passarão por uma reforma completa e a pista vai contar com uma nova camada de asfalto.
“Temos que lembrar aos usuários do Bosque da Comunidade que as reformas serão realizadas ao longo dos meses, o que pode gerar alguns incômodos para aqueles que tem costume de caminhar ou levar os filhos para brincar”, ponderou o diretor.
Necessidade
Rodrigues afirmou que não foram realizadas reformas significativas no bosque do Jardim Dona Sarah desde sua entrada na Semma. “Faz 7 anos que estou na secretaria e tudo o que fizemos lá foram pequenas ações”, frisou.
De fato, a situação do espaço está aquém da estrutura que era mantida anos atrás. Durante um rápido passeio pelo local, a reportagem do JC verificou a inexistência de torneiras em alguns bebedouros, pavimentação com buracos e ondulações, parque infantil quase sem terra e com buracos que poderiam machucar as crianças, além de inúmeras bitucas de cigarro, garrafas e copos plásticos espalhados pelo ambiente.
Com o costume de levar seus filhos para brincar no parquinho nos finais de semana, o funcionário público federal Antônio de Castro estava no Bosque da Comunidade ontem com seu filho Gabriel, de 2 anos e 6 meses.
“Sempre trago meus filhos aqui no bosque. É um ambiente gostoso e descontraído. Está um pouco abandonado e uma reforma seria ideal para deixá-lo ainda mais atraente”, afirmou ao revelar que mora próximo ao Terminal Rodoviário mas não mede esforços para aproveitar a tarde com os filhos.
Outra pessoa que utilizava o Bosque da Comunidade na tarde de ontem era Ulisses Andrade. O estudante de 19 anos contou que costuma caminhar por lá sempre que possível, mas destacou que é preciso cuidado para não se machucar.
“A pista de caminhada está bem ruim, existem pontos complicados. Mas o ambiente é muito bom e prefiro caminhar aqui. É só prestar bastante atenção para não cair em nenhum dos buracos”, brincou Ulisses.
• Serviço
O Bosque da Comunidade fica na quadra 28 da rua Araújo Leite, no Jardim Dona Sarah.
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Contribuição para queda da
temperatura
Além de possuir um gostoso ambiente para o lazer, o Bosque da Comunidade serve para reduzir a temperatura da região onde se localiza. De acordo com o professor de botânica e ecologia Dorival José Coral, a presença da vegetação é fundamental para um maior controle dos graus Celsius da vizinhança do Jardim Dona Sarah.
“No verão, uma plantinha daquela consegue tirar cerca de 100 litros de água por dia, em média, através da transpiração. Este vapor jogado na atmosfera contribui para a redução da temperatura e deixa o ambiente mais ameno”, explica Coral.
O professor destaca ainda a importância do bosque por ser o único quarteirão com vegetação nativa na área central expandida de Bauru. “Também temos árvores muito importantes em termos regionais, que atraem espécies nativas de pássaros e tornam o ambiente mais harmônico do ponto de vista ecológico.”
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Falta de vigia noturno gera receio em moradores nos arredores do parque
A falta de atenção com a manutenção do Bosque da Comunidade gerou receio entre vizinhos da área verde, além de problemas estruturais para usuários. Ângela Terezan, fisioterapeuta que mora próximo a uma das entradas do bosque, destacou que a inexistência de um vigia noturno tem atraído jovens para o interior do local durante a madrugada.
“No final de semana, muitos jovens tem passado a madrugada no bosque. Lá dentro fica muito escuro e não sinto segurança em minha casa”, afirmou Terezan ao citar a falta de portões como maior problema, o que deve ser solucionado hoje de acordo com o diretor do departamento de ações e recursos ambientais da Semma, Sidnei Rodrigues.
Ela informou que costumava caminhar na pista do Bosque da Comunidade mas começou a exercitar-se ao redor do espaço por medo. “Como saio do serviço às 19h, parei de me exercitar dentro do bosque porque escurece logo em seguida”, completou.
Por sua vez, o diretor da Semma informou que a responsabilidade pela fiscalização do espaço é responsabilidade do setor de vigilância da Prefeitura. “Mas é para ter ronda. O vigia tem as chaves dos portões”, ressaltou Rodrigues. Entretanto, ele explicou que o vigia noturno não ficaria apenas no Bosque da Comunidade. “Ele teria que passar por lá mais de uma vez por noite para conferir se está tudo bem, mas não ficam direto no local porque tem que fiscalizar demais prédios da prefeitura na mesma região”, concluiu ao se comprometer em checar se a vigilância noturna está funcionando corretamente do bosque.