O pessimismo global nos mercados acionários ganhou ontem um novo ingrediente: a troca de disparos entre a Coreia do Norte e a vizinha do Sul em uma área de fronteira marítima disputada entre os dois países. Essa tensão somou-se à crise política desencadeada na Irlanda após o país aceitar um socorro de até 90 bilhões de euros de União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) - ainda com condições desconhecidas. Como se não bastasse, continuam os temores em relação a um aperto monetário chinês. Nesse emaranhado de más notícias, os investidores aprofundaram a aversão ao risco e anteciparam posições ante o feriado de amanhã nos EUA, derrubando a cotação das commodities e influenciando negativamente os negócios na Bovespa.
No fechamento do dia, o Ibovespa recuou 2,41%, aos 67.952,55 pontos. Na mínima do dia, a Bolsa atingiu 67.728 pontos, em queda de 2,74%, retomando os níveis do fim de setembro deste ano. O volume financeiro negociado melhorou em relação aos últimos dias e somou R$ 6,57 bilhões.
A divulgação da ata do Fed contribuiu para aumentar o mau humor do mercado. O texto do documento mostra que várias autoridades viram risco de inflação com o programa de compra de títulos de US$ 600 bilhões anunciado recentemente pela autoridade monetária dos EUA. Além disso, o Fed reduziu a perspectiva de crescimento para a economia americana neste ano e no próximo, de 3,3% para 2,5% em 2010, e de 3,9% para 3,3% em 2011.
Segundo Hamilton Moreira Alves, analista sênior de macroeconomia e mercados do BB Investimentos, o mercado está muito sensível e um fato novo, como este entre as coreias, faz com que os investidores “prefiram realizar”.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,66%
Ganho líquido/30 dias: 0,71%
Pela taxa média de 10,66% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada hoje com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,71%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,52% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,57%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 2,41%
Volume: R$ 6,57 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia de ontem com uma desvalorização de 2,41%, aos 67.952,55 pontos e com um giro financeiro de R$ 6,57 bilhões negociados.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 1,27% e a Nasdaq teve alta de 1,46%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 88,50
Variação: 0,57%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou a terça-feira negociado R$ 88,50, com uma valorização de 0,57% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,376,01, alta de 1,25%.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,728
Variação: alta de 0,58%
O dólar comercial fechou o dia de ontem com uma alta de 0,35%, valendo R$ 1,732 na compra e R$ 1,734 na venda. O dólar paralelo apresentou estabilidade, cotado a R$ 1,770 na compra e R$ 1,870 na venda. O dólar turismo avançou 0,22%, negociado a R$ 1,717 para a compra e a R$ 1,827para a venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro fecharam a R$ 1,738,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,78%. O Índice Bovespa Futuro caiu 2,56% aos 68.210 pontos. Entre os contratos curtos, o DI de abril 2011 subiu para 10,91%, com 417.435 contratos; o de julho 2011 avançou para 11,30%, com 197.435 contratos; e o DI janeiro 2012 foi a 11,83%, com 445.075 contratos. Nos segmentos intermediário e longo, o DI janeiro 2013 caiu para 12,33%, com 307.480 contratos; o DI de janeiro 2014 recuou para 12,32%, com 44.825 contratos; o DI de janeiro 2017 cedeu para 12,30%, com 19.005 contratos; e o DI janeiro 2021 caiu para 12,36%, com 1.455 contratos.