O desejo de morar bem, em um ambiente que combine conforto, tranquilidade e praticidade faz parte dos sonhos da maioria, se não de todos, os bauruenses. Porém, independente do tamanho do imóvel ou do bairro onde ele está localizado, basta um pouco de criatividade e disposição para transformá-lo em um espaço novo e elegante, com capacidade para atender às necessidades típicas do cotidiano e, o melhor, sem gastar muito.
Munidos de uma paleta de cores, muitas ideias e um misto tradicionalismo e ousadia, os profissionais dos campos de arquitetura, paisagismo e design de interiores são mestres em propor soluções inteligentes para espaços já existentes.
Embora muitas vezes as competências destes profissionais se confundam, somando conhecimentos, cada área dá sua contribuição para alcançar o desejo de viver bem. A arquitetura, por exemplo, cuida dos detalhes técnicos de um ambiente, fundamentais para a segurança e o bem estar de quem o usufrui.
“A função do arquiteto é traduzir sonhos e sensações em realidade, sempre com muita responsabilidade. Entre as alterações possíveis em um imóvel já pronto, posso citar a alteração de paredes, a definição de melhor piso e de melhor cor para os ambientes, entre outras coisas”, explica o arquiteto Mauricio Costa.
Já o designer de interiores se encarrega de rechear, da melhor maneira possível, os cômodos planejados pelo arquiteto. Para isso lança mão de objetos coloridos e modernos, resgata móveis tradicionais e dá asas à criatividade.
De acordo com Cristina Zaiden, designer de interiores, viver em um ambiente bem decorado é capaz de trazer equilíbrio e praticidade. “Os componentes de uma casa e a forma como estão organizados é o que faz a diferença entre o caos e a harmonia, o bem-estar e o mal-estar. Ambientes abandonados ou sobrecarregados causam desmotivação e incômodo em quem vive neles”, frisa Cristina.
O paisagismo, por sua vez, cumpre a função de melhorar a qualidade de vida, estimula o convívio e reaproxima as pessoas da natureza.
“Ter plantas em casa, além da beleza, influencia no aspecto emocional das pessoas, traz sensação de tranquilidade e leveza. Muitas pessoas abdicam destes benefícios porque acreditam que não têm espaço suficiente em casa, o que não é verdade. Em qualquer canto cabe uma planta para alegrar o ambiente”, destaca Edna Chaves, paisagista.
Mãos à obra
As benesses alcançadas pelos conhecimentos de paisagistas, designers de interiores e arquitetos não ficam restritos a quem tem a possibilidade de pagar por seus serviços. Pelo bem da boa vivência, estes profissionais costumam compartilhar algumas dicas e ensinam como não cometer os principais ‘pecados’ e alcançar bons resultados na composição de um ambiente.
Tirar todo o excesso do lugar, como vasos, livros, objetos e almofadas, é a primeira providência a ser tomada por quem deseja dar vida nova a um cômodo ou imóvel. Na sequência, é preciso observar o espaço de um ponto distante, analisando se os móveis estão posicionados da melhor maneira possível ou se é melhor mudá-los de lugar, sempre considerando a boa circulação no ambiente.
“Depois veja os acessórios que possui. Comece selecionando entre aqueles que você não abre mão, que pode ser pela preferência ou pela qualidade. Porém, sempre considere o que fica mais elegante e descolado. Tente expô-los sempre pensando na harmonia do conjunto”, orienta Cristina Zaiden, designer de ambientes.
Peças de coleção, como santos, por exemplo, e quadros com fotografias, devem, preferencialmente, ser posicionados próximos.
Outra dica é não dispensar plantas, mesmo em caso de apartamentos e pequenos espaços. Neste caso, a principal orientação, segundo a paisagista Edna Chaves, é se informar sobre os hábitos e características de uma planta antes de comprá-la.
“Claro que, se a pessoa tiver a possibilidade de contratar um profissional, o resultado será bem melhor”, completa Edna. Já no campo da arquitetura, embora algumas dicas básicas possam ajudar a reformular o ambiente, o cuidado deve ser redobrado. Isto porque, quase sempre, as mudanças no ambiente estão ligadas a partes de grande interferência em uma casa, como paredes e pisos.
“Quando se trata de dar dicas de arquitetura, o assunto não é tão simples quanto parece. Mexer com o posicionamento das paredes de uma casa e até mesmo escolher o tipo de cerâmica adequado para cada ambiente exige responsabilidade. Se a interferência foi feita de forma errada, pode causar acidentes”, alerta o arquiteto Mauricio Costa.