09 de julho de 2026
Articulistas

Democracia

Itamir Crivelli
| Tempo de leitura: 2 min

É o começo. Na história dos países, e também da humanidade, passaram-se anos para evolução dos povos, muitos dos quais, até agora, não conseguiram encontrar o caminho certo para seu desenvolvimento no atendimento ao povo. O Brasil é novo na sua autodeterminação; desligamo-nos de Portugal há pouco tempo, subordinados que éramos ao seu Reinado. Nossa independência deveu-se à inteligência de patriotas que souberam conduzir, politicamente, face aos acontecimentos mundiais que se desenvolviam na Europa, os destinos e interesses de nosso território e de nossa pátria.

A República Democrática (?) aqui formada caminha para um desenvolvimento pleno e popular. A democracia, como governo de povo, deixa muito a desejar já que não está sendo direta, como se pretende, mas sim representativa, com o governo de poucas pessoas integrantes dos partidos políticos. O sagrado voto não é pessoal, é partidário, daí, muitas vezes, um candidato com excelente votação não ser diplomado em decorrência do quorum partidário. Quando os votos forem pessoais (se é que um dia o serão), a representatividade será efetiva, inclusive possibilitando a regionalização do político para melhor atendimento aos direitos e pretensões dos cidadãos (a verdadeira cidadania e não um arremedo de política como soe acontecer atualmente).

A produção da riqueza nacional está no município e, conseqüentemente, a ele deve atribuída a maior parte da receita tributária com inversão dos poderes distributivos de dotações e benemerências, terminando-se com a verdadeira plutocracia reinante atualmente onde os partidos políticos, através de seus líderes, exercem o poder reinante.

É possível que o presidente eleito, cuja história pregressa remonta a anseios e lutas populares, apresente uma governabilidade voltada para o tecnicismo e a meritocracia, punindo corruptos e desenvolvendo o início da dignidade e honradez na governabilidade de que tanto necessita nosso País com uma radical reforma política. Pensemos no melhor. Pensemos positivo no afã de que melhores dias possamos ter, e que nossa classe política, dominando nossa Pátria, o faça com a intenção voltada para nosso desenvolvimento a fim de sermos, verdadeiramente, líderes no conceito das Nações. (O autor, Itamir Crivelli, é advogado, colaborador de Opinião)