08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O que temos a ver com isso


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É com muita indignação que vejo a notícia sobre a liminar concedida pela Justiça Federal de Bauru, na ação do procurador Pedro Antonio Oliveira Machado. O procurador entra com a ação e o Ministério Público Federal suspende o repasse de verba do PAC, e tudo isso por que o procurador apurou irregularidades em Pratânia, em 2004. Vejam só, essas irregularidades deveriam ser apuradas antes, pois hoje ja não tem mais o que se fazer porque já se passaram seis anos.

Agora ele cobra que a CEF deve licitar também as obras e acompanhar todo procedimento. Então vejam só mais uma exigência para atrasar ainda mais as obras que vão ser contratadas daqui para frente .

E a respeito da minha indignação e acho também como a de todos os moradores de Bauru e das cidades que também estão sendo prejudicadas, nós, da Vila Giunta, Falcão, Jardim Jussara e Joaquim Guiherme aguardávamos o começo da construção da Barragem da Água do Sobrado, com muita ansiedade por se tratar de uma obra de grande importância para aquela região.

A barragem evitaria enchentes lá embaixo na avenida Alfredo Maia e na rotatória que dá acesso ao viaduto Eufrásio de Toledo. É por isso que ressaltamos a importância dessa obra para a população que usa aquelas vias que com as chuvas fortes inundam trazendo riscos para a vida dos moradores já aconteceu vários acidentes e uma mulher foi levada pelas águas e nunca mais foi encontrada.

Agora eu não sei o que é mais importante: a visão de um procurador ou o interesse de milhares de pessoas que vão deixar de passar por transtornos.

Acho que o procurador tem toda razão de apurar os fatos e determinar que as coisas sejam feitas na mais transparência possível.

Se houve superfaturamento ou desvio de verbas, acho que tem que ser apurado, mas não travar o início das obras deixa a obra ser executada e continua o processo de investigação até que os culpados sejam punidos.

Porque com a suspensão das obras os únicos punidos somos nós, moradores, e cidadãos que pagamos nossos impostos e cumprimos com nossos deveres e obrigações e ainda pagamos o pato. Porque não recebemos nenhum centavos de propina e também não temos a obra.

Mário Sergio Lucindo