10 de julho de 2026
Política

Avenida ficará interditada por 10 dias

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 4 min

Bauru continuará sentindo oBauru continuará sentindo o efeito dos estragos da chuva de anteontem por no mínimo 10 dias, pelo menos na Avenida Nações Unidas. De acordo com o secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto, esse é o período estimado para os reparos no trecho entre as quadras 4 e 10 da via, destruídos no temporal.

Segundo o secretário, a força da enxurrada foi suficiente para levantar placas de asfalto, galerias de águas pluviais e entupir o sistema de drenagem da Nações, na altura do viaduto férreo da ALL. Até o final da noite de ontem, a Prefeitura de Bauru ainda calculava os prejuízos causados pela chuva. A expetativa era de que pelo menos uma pista de um trecho fosse liberado à noite, ainda ontem.

Equipes da prefeitura estão mobilizadas desde o início da noite de ontem para atender os estragos causadas pelo temporal. Logo após as 19h de anteontem, servidores das frentes de terraplanagem e drenagem deram inicio à limpeza e desobstrução de ruas e bueiros. A ação continuou pela madrugada de ontem e se estendeu até o final da noite. Servidores da pasta trabalharam na avenida mais de 24 horas seguidas.

Ainda na quarta-feira, as duas equipes, em parceria com os funcionários das divisões de construção, pavimentação, iluminação e do Departamento Técnico de Engenharia, responsável pela avaliação dos locais mais afetados, voltaram ao ponto de maior estrago (leia mais ao lado).

Ainda na Nações e em ruas próximas ao Parque Vitória Régia, algumas guias e canteiros foram danificados, surgiram buracos e afundamento de pista. O problema mais grave registrado na periferia foi na ponte de concreto na ligação com o Jardim Guadalajara, cuja cabeceira da pista foi levada pela força da água e o local está interditado. Para Areco, a reconstrução desse trecho deverá ser o mais dispendioso para o município.

Ontem, técnicos da prefeitura ainda tentavam escoar a água acumulada sob o viaduto férreo, na baixada da Vila Antártica. De acordo com o secretário, não era possível diagnosticar o problema no local, que ainda estava submerso. “Está muito cheio de água. Não sabemos a gravidade dos danos neste ponto. Ao que tudo indica, a água trouxe muita terra e entulho que podem ter entupido o sistema de galerias”, avalia. No final da tarde, com o auxílio de uma draga que atuou no local durante todo o período, a água foi escoada.

Levantamento

A dimensão dos estragos ainda estava sendo calculada pela prefeitura, mas a expectativa é que o trecho mais atingido na Nações fique 10 dias interditado. “A equipe de pavimentação está avaliando agora quanto de asfalto foi destruído. Ainda não estamos estabelecendo alguns parâmetros”, afirma.

“Não temos previsão de quando a Nações Unidas será liberada totalmente para o trânsito”, reforça Areco. “A expectativa inicial é que esse trecho fique interditado por dez dias. Talvez, o trânsito possa ser liberado aos poucos”, pondera.

De acordo com Areco, o objetivo da Prefeitura era liberar ainda na noite de ontem a pista direita da Nações Unidas no sentido Terminal Rodoviário–Parque Vitória Régia. As outras pistas permaneceriam fechadas.

O secretário ressalta que as intervenções de reparo dos estragos causados pelo temporal serão custeadas pelo próprio município. “Amanhã (hoje) vamos reunir os engenheiros e técnicos da secretaria para avaliarmos a extensão dos danos e os custos. Como tudo será feito com recursos próprios, vamos calcular esses valores de uma forma diferenciada”, afirma.

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Diagnóstico da prefeitura apresenta estragos no Centro e na Zona Sul

A Prefeitura de Bauru enviou dados por meio de sua assessoria de comunicação informando os pontos mais atingidos na cidade. De acordo com o Executivo, na área central, os maiores estragos foram os da avenida Nações unidas, sob o viaduto da linha férrea, com o represamento de água. Nesse trecho, de quatro quadras, mais da metade do asfalto foi arrancado pela força da água.

Na Zona Sul, ainda na avenida e em ruas próximas ao Parque Vitória Régia, guias e canteiros foram danificados, surgiram buracos e afundamento de pista. Na esquina da rua São Gonçalo com a Joaquim da Silva Martha formou-se uma grande erosão ao longo de quase todo o quarteirão.

Os reparos nos danos na pavimentação na rua São Gonçalo e na região da Vila Universitária, atrás do Hotel Obeid, por exemplo, devem começar hoje, com a limpeza dos buracos formados pela ação da chuva e escoamento da água.

O asfalto também foi praticamente todo arrancado na esquina da Avenida Rodrigues Alves com a Aureliano Cardia, na Vila Monlevade. Problema mais grave foi registrado no Jardim Guadalajara, onde a cabeceira da ponte de concreto que faz a ligação com o bairro, foi levada de pela água, juntamente com um trecho do asfalto, tornando aquele acesso intransitável.

Ontem, 150 funcionários de todos as divisões operacionais da Secretaria Municipal de Obras foram divididos em várias frentes de trabalho. Ao todo foram utilizados 70 caminhões, incluindo caminhões pipas, basculantes e munchi; 15 máquinas entre motoniveladoras, pás carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e tratores.

Foram realizados serviços de limpeza em geral, operação tapa buracos, desobstrução de bocas de lobo, terraplanagem e nivelamento de solo. Em alguns trechos foi necessário arrancar todo o asfalto danificado e preparar o piso para colocação de pavimento novo.