10 de julho de 2026
Esportes

Copas 2018/2022: Fifa escolherá duas sedes pela 1ª vez desde 1966


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A Fifa fará hoje algo inédito nos últimos 44 anos ao anunciar simultaneamente as sedes de duas Copas do Mundo consecutivas. Será apenas a terceira vez na história que isso acontece. Mas, ao contrário do que ocorreu em 1946 e 66, desta vez há vários candidatos a serem sede de cada torneio. Naquela época, a escolha cabia ao Congresso da Fifa, enquanto agora é atribuição do comitê executivo da entidade.

A eleição de hoje para os torneios de 2018 e 22 ainda ficará aquém do mega-anúncio de 1966, quando, em 7 de julho, faltando quatro dias para o início da Copa da Inglaterra, foram formalizadas no mesmo dia as sedes de 1974 (Alemanha Ocidental), 78 (Argentina) e 82 (Espanha).

Em 1946, quando a Fifa estava se reagrupando depois da Segunda Guerra Mundial, os delegados decidiram que a Copa de 1949 seria no Brasil, e que a de 1951 seria na Suíça. Depois, os torneios foram remarcados para 1950 e 54. Em todos esses casos, os países escolhidos eram os únicos candidatos. Desta vez, a disputa é acirrada. Inglaterra, Rússia, Espanha/Portugal e Bélgica/Holanda concorrem a ser sede da Copa de 2018; Japão, Catar, Austrália, Estados Unidos e Coreia do Sul querem sediar o torneio em 2022.

Os candidatos ao torneio de 2022 apresentaram suas candidaturas na quarta-feira aos membros do comitê executivo, em Zurique. Os concorrentes a 2018 farão isso nessa quinta-feira. O resultado das duas votações deve ser anunciado simultaneamente, por volta de 13h (hora de Brasília) de hoje. A escolha - que foi marcada por denúncias de corrupção e de conchavos na reta final - será transmitida ao vivo para 70 países, e deve ser assistida por dezenas de milhões de espectadores.

Denúncias

Dirigente envolvido na denúncia de recebimento de propina por parte da Fifa, o camaronês Issa Hayatou afirmou que a revelação feita pela emissora de TV britânica BBC não irá influenciar o seu voto na escolha pelo país-sede da Copa do Mundo de 2018. Um dos vice-presidentes da Fifa, Hayatou representa a Confederação Africana de Futebol e fez questão de afirmar que não tem problema nenhum com a Inglaterra após a publicação - apesar de prometer processar a TV responsável pelo programa transmitido na última segunda-feira.

O camaronês negou qualquer tipo de participação no esquema de pagamento de propina a dirigentes da Fifa e federações afiliadas ocorrido nos anos 1990. Apesar disso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu investigar o caso, pois Hayatou também é integrante da maior entidade do esporte no mundo. Jack Warner, outro vice-presidente da Fifa envolvido no caso, seguiu a mesma linha de raciocínio do camaronês, garantindo estar atento à oferta dos ingleses para a recepção da Copa-2018.