09 de julho de 2026
Geral

Análise crítica favorece transformação positiva

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Para realizar qualquer mudança positiva, seja na vida pessoal ou profissional, é preciso entender que os modelos mentais são o ponto-chave de todas as questões. “Você deve questioná-los a todo instante”, sugere Nelson Tanuma, especialista em desenvolvimento do potencial humano.

“Se os seus relacionamentos interpessoais não estão caminhando bem, lembre-se que os seus modelos mentais, bem como os dos outros, podem ser a causa principal.”

O grande problema, na avaliação de Tanuma, reside no fato dos modelos mentais serem coisas impalpáveis e invisíveis. “Via de regra, temos pouca consciência do que são nossos modelos mentais e de como eles interferem na forma como vemos as pessoas, coisas e fatos, e de que maneira elas consolidam nossos hábitos, formam o nosso caráter e moldam os nossos destinos”, afirma. Mas o importante, segundo ele, é que todos tenham a percepção de que toda mudança começa a partir de si próprio, da transformação na maneira de pensar, e que não existe outra de mudança positiva.

Segundo Tanuma, é preciso quebrar os paradigma em que estão fundamentados os preconceitos e os paradigmas capazes de paralisar seu crescimento como profissional e ser humano e deixe de viver em função das expectativas do outros.

O médico e instrutor de treinamento na área de autoconhecimento Gilberto Katayama também afirma que é possível mudar os modelos. Isso porque, segundo ele, todas as memórias, onde estão armazenadas as experiências positivas e negativas, podem ser reprogramadas.

“Não muda a história. O que muda é o sentimento e a sensação que tenho a respeito da vida. Atribuir novos significados muda o modelo de comportamento”, comenta. Ele também sustenta que o primeiro passo para isso é se dar conta de quais são os modelos mentais que possui e o que precisa ser alterado. “Não é possível mudar o que não se tem consciência”, resume.

Quanto mais cedo começar o processo de mudança de modelos, melhores serão os resultados. “A pessoa terá uma vida social muito mais produtiva. Mas o que acontece, normalmente, é que a gente só acorda depois de velho”, observa Katayama.