09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Libertem o ribeirão!


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Mais um episódio de enchentes na avenida Nações Unidas, aliás, um triste episódio, com uma vida jovem ceifada e danos materiais de grande proporções, um desastre anunciado. A pergunta de sempre: de quem é a culpa? Culpar os fenômenos naturais e o aquecimento global? Uma coisa é real. As chuvas rápidas e torrenciais serão característica do atual ve-rão. Haja espaço urbano impermeabilizado que agüente. A palavra de ordem é de preparar-se e adaptar-se ao que vem por aí. A modificação do espaço urbano pela ação antrópica com grandes obras e a expansão urbana de grandes proporções acabam por afogar a paisagem natural, a flora nativa e os mananciais. "O modo mais rápido de infartar e esvaziar a alma de uma cidade é matar seus rios e sua flora nativa". Um exemplo peculiar de enchentes anuais do rio Tiete na Grande São Paulo, bem como todo rio que é sacrificado pela modificação do espaço natural. O nosso caso, o Ribeirão das Flores, percorre toda sua extensão asfixiado por galerias de concreto. Onde está a várzea? E sua flora de contenção? Conhecia aquela região acima da avenida Duque de Caxias no inicio da década de l970, era tomada de vegetação do ambiente, e uma quantidade considerada de cursos d'água e nascentes,onde a população local captava água para consumo próprio e hoje transformada em corredor comercial,via expressa, cartão postal,orgulho de nossa cidade... Estamos pagando caro o desenvolvimento. É a vinga da natureza?

Antonio Cicero de Oliveira